domingo, 30 de abril de 2017

5 livros de José Eduardo Agualusa chegam às livrarias em Maio

A Quetzal Editores faz chegar às livrarias na terceira semana de Maio um rol de livros já publicados pelo autor José Eduardo Agualusa. São quatro os livros que ganham novas edições e capas deste escritor angolano cujas obras estão traduzidas para diversas línguas europeias.
São eles A Conjura (romance, 1988), Estação das Chuvas (romance, 1996), Catálogo de Sombras (contos, 2003) e As Mulheres do Meu Pai (romance, 2007).

Juntamente com estes títulos é publicado o novo livro do escritor, A Sociedade dos Sonhadores Involuntários.
Texto sinóptico
O jornalista angolano Daniel Benchimol sonha com pessoas que não conhece. Moira Fernandes, artista plástica moçambicana, radicada em Cape Town, encena e fotografa os próprios sonhos. Hélio de Castro, neurocientista brasileiro, filma-os. Hossi Kaley, hoteleiro, antigo guerrilheiro, com um passado obscuro e violento, tem com os sonhos uma relação ainda mais estranha e misteriosa. Os sonhos juntam estas quatro personagens num país dominado por um regime totalitário à beira da completa desagregação.

A Sociedade dos Sonhadores Involuntários é uma fábula política, satírica e divertida, que desafia e questiona a natureza da realidade, ao mesmo tempo que defende a reabilitação do sonho enquanto instrumento da consciência e da transformação.

Literatura e Humor, os géneros de alguns dos livros a publicar em Maio pela Sistema Solar | Documenta

Nova Safo, de Visconde de Vila-Moura

Homossexualidades feminina e masculina
necrofilia, nanofilia
o aristocrático escândalo de 1912.
Decadentista convicto, [o Visconde de Vila-Moura] surpreendia-se quando lhe chamavam romântico: Eu fui, algures, apodado de romântico, eu que ousei um dos mais estranhos e difíceis capítulos da vida humana; a loucura sensual na Nova Safo. […]
Maria Peregrina, a Nova Safo do romance, tenta argumentar e defender a sua razão sensual de existir, a sexualidade «extravagante» que é conflito dolorosíssimo entre o instinto próprio e a mesquinhez alheia, esse conflito que não resulta da acuidade da inteligência, mas de um mistério emocional; fá-lo sobretudo na longa «Elegia da Morte» que conclui o livro. Maria Peregrina permite-se conceder a si própria o direito a toda a perversão, se perversão é amar a parte bela da matéria. E não se trata de uma atitude onde não caiba Deus: Creio no Deus de todos os cultos, embora aborreça a liturgia que o oculta.
A minha bondade aceita em pé de igualdade, lê-se na «Elegia», o amor idealista de Santa Teresa de Jesus — a mística, os impulsos bestiais de Calígula e as ordens alucinadas de Nero, determinando-se em sensualidade ou incendiando Roma para mergulhar a alma sublimemente perversa nas labaredas de uma civilização a arder. Uma experiência de vida moldada por todas as liberdades sensuais foi o que lhe acurou os vícios; sugeriu-lhe a defesa íntegra dos seus actos e criou, paralelamente a um niilismo de sentido, uma Filosofia que prende a uma Liberdade amoral que vai além da outra — a que peja os Códigos, as Bíblias. Maria Peregrina não cabe dentro do mundo, e decide: vou ser o Éter que me sobe à nova Vida.
Flaubert afirmou que era a Madame Bovary; o visconde de Vila-Moura poderia ter afirmado: eu sou Maria Peregrina. [Aníbal Fernandes]
A editora disponibiliza, aqui, para leitura imediata as primeiras páginas do livro.

A Costa de Falesá, de Robert Louis Stevenson

Uma história que me trespassou
como uma bala,
num momento de pânico
quando me senti sozinho nesta selva mágica.
Logo aos primeiros contactos com a realidade dos Mares do Sul, Robert Louis Stevenson pressentiu que ia escrever uma obra que os teria por cenário e se destacaria de todas as vozes até então surgidas na literatura com a mesma inspiração. Uma sua carta do final de 1889 refere-se a este projecto: Tenho agora na mente o desenho do meu livro. Se eu conseguir chegar até ao seu fim, poucas obras haverá no mundo com tão grande ambição. [Aníbal Fernandes]
A editora disponibiliza, aqui, para leitura imediata as primeiras páginas do livro.

QUINO - 60 anos de humor
Livro publicado por ocasião da exposição «Quino 60 anos de humor», do artista vencedor da 18.ª edição da Cartoon Xira e apresentada entre 22 de Abril e 28 de Maio de 2017 no Celeiro da Patriarcal, em Vila Franca de Xira.

O humor de Quino é antiutópico. Este mundo não lhe permite alentar qualquer esperança. Ele não pode oferecer vidros coloridos. Que o façam os outros. Ele expõe a impossibilidade do homem no mundo mercantilizado, mecanizado, caótico, doente, egoísta, competitivo e frio do capitalismo. As suas notas também atingem a massificação e o autoritarismo dos regimes coletivistas. […]

Se o mundo é assim como Quino diz que é, é preciso fazer algo. E aqui reside a glória de um grande artista: mostrar-nos o horror do dia a dia, o intolerável do que é aceite, o pesadelo que habita o sonho, a impossibilidade – neste mundo já decidido – de tudo o que podemos amar. Quino não desenha utopias. Não acredita – suponho – que o futuro trará certamente algo de melhor. No entanto, o impiedoso presente que desenha só nos pode levar a querer mudá-lo. Toda a mudança implica imaginar um futuro diferente. Quino impele-nos a isso: ao futuro, à coragem, às nossas mais verdadeiras potencialidades. Assim, e não paradoxalmente, a sua negrura, o seu impiedoso ceticismo transforma-se em prática. [José Pablo Feinmann]
A editora disponibiliza, aqui, para leitura imediata as primeiras páginas do livro.

Cartoons do ano 2016
Livro publicado por ocasião da exposição «Cartoons do ano 2016», apresentada entre 22 de Abril e 28 de Maio de 2017 no Celeiro da Patriarcal, em Vila Franca de Xira.

Os cartoonistas desta 18.ª edição da Cartoon Xira são António Antunes [Vila Franca de Xira, 1953], José Bandeira [Lisboa, 1962], Carlos Brito [Lisboa, 1943], André Carrilho [Amadora, 1974], Augusto Cid [Horta, Açores, 1941], Cristina Sampaio [Lisboa], Vasco Gargalo [Vila Franca de Xira, 1977], António Jorge Gonçalves [Lisboa, 1964], António Maia [Rio Maior, 1951], Rodrigo de Matos [Angola, 1975] e Cristiano Salgado [1977].

2016 mostrou-nos um mundo a precisar de sarar as feridas. Algumas antigas, do Vietnam ao Japão, de Cuba ao Irão. Barack Obama deu passos em direções prometedoras. Mas há demasiadas feridas abertas, da Síria ao terrorismo sem fronteiras. Velhos e novos ditadores num mundo que começou a erguer barreiras à globalização. [...] O cartoon é uma janela rasgada sobre o nosso mundo. Não precisa de muitos artifícios para nos fazer rir (tantas vezes de nós próprios), para nos fazer pensar, para arranhar a indiferença e a prepotência. É um exercício de liberdade tão incómodo como imprescindível para aferirmos a nossa liberdade. [António José Teixeira]
A editora disponibiliza, aqui, para leitura imediata as primeiras páginas do livro.
Outras novidades de Maio da Sistema Solar | Documenta:
Manuel António Pina - Uma Pedagogia do Literário, de Rita Basílio
Imagens em Fuga - Os fantasmas de François Truffaut, de José Bértolo
O Bigode Escondido na Barba, de Francisco Tropa
Terra Incógnita, de Inez Teixeira
Almanach Zuturista, de Manuel Vieira, Pedro Portugal e Pedro Proença

sábado, 29 de abril de 2017

«Crocodilo e Girafa - Um par de namorados a sério», de Daniela Kulot

Editora: Kalandraka
Data de publicação: 24/03/2017
N.º de páginas: 32

Uma girafa e um crocodilo, um casal de namorados que não prescinde a companhia um do outro, vivem numa casa feita às suas medidas desproporcionais. Num dia, ambos decidem ir dar um passeio. Tiram à sorte e calha deslocarem-se à Cidade-Girafa. Chegados aí, visitam uma loja de gelados e uma loja de roupa, mas o bem-estar de ambos fica comprometido devido aos olhares incisivos e sussurros dos congéneres do elemento feminino do casal. «que par tão estapafúrdio!», chegaram a comentar.
Dado o imbróglio, eles decidem ir à outra cidade, a dos Crocodilos, mas também lá as atitudes dos seus habitantes são idênticas: apontam o dedo, cochicham, riem-se…
A girafa e o crocodilo ao regressarem a casa, deparam-se com um incidente. Ao protagonizarem um feito heróico, o estigma que os elementos da mesma natureza de ambos tinham alimentado acerca da relacção deles ficará dilacerado. E onde havia um cerco delineado tácitamente entre as duas cidades e entre os habitantes destas, restou apenas uma lição: devemos aceitar as diferenças e respeitar os outros, independentemente das aparências, do que é visível aos olhos.
Crocodilo e Girafa - Um par de namorados a sério, álbum publicado originalmente na Alemanha em 2006, é o quarto título publicado pela Kalandraka de uma série de cinco (o volume que fecha a colecção tem como tema o Natal), que tem como protagonistas este atípico e bem disposto casal.
A par do texto com mensagem optimista, Daniela Kulot (n. 1966) junta ao mesmo coloridas e animadas ilustrações cujos detalhes não são deixados ao acaso.
Krokodil und Giraffe - ein richtig echtes Liebespaar foi traduzido para português por Maria Hermínia Brandão, que assinou também a tradução de Crocodilo e Girafa, uma família igual às outras e Um Pequeno Crocodilo ternurento que só visto, ambos publicados em 2011.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

«Ioga para Corrigir a Visão», de Kazuhiro Nakagawa

Editora: Pergaminho
Data de publicação: 03/02/2017
N.º de páginas: 216

Nunca as pessoas fizeram tanto uso de computadores, smartphones, videojogos e outros aparelhos digitais como actualmente. Enquanto a electrónica avança exponencialmente, mais aparelhos são afinados e desenvolvidos para satisfazerem as necessidades e também dependências dos consumidores.
Oitenta por cento de todas as informações externas que os seres humanos obtêm são visuais. Para uma pessoa, tudo começa com o que ela vê através de seus olhos.
No livro Ioga para Corrigir a Visão, do médico Kazuhiro Nakagawa, ele é peremptório a afirmar que «muitos dos que pensam que têm boa visão estão de facto a enganar-se a si mesmos.» Será este o lado menos positivo dos utilizadores de aparelhos que vêm facilitar as comunicações e proporcionar melhor qualidade e comodidade, mas que vêm igualmente potenciar problemas ligados à visão?
O programa de treino de recuperação visual deste japonês, diretor do Vision Fitness Center em Tóquio, é baseado nos princípios de controlo sensorial do ioga e em outras práticas orientais. Esta abordagem baseada no poder da mente, tem o seguinte mote: «os olhos e o cérebro são como amigos inseparáveis, que trabalham sempre juntos.»
Na primeira metade do livro, o autor faz uma introdução a este seu método que já ajudou a melhorar e combater por completo a milhares de seus pacientes muitos problemas relacionados com a visão – das 216 páginas que o livro tem, cerca de 30 são preenchidas com resultados numéricos e percentuais optométricos do antes e depois dos pacientes terem sido apresentados a este método, e com testemunhos de quem afirma ter aliviado e vencido doenças como a miopia, a hipermetropia, o estrabismo, o astigmatismo e a ambliopia; para o número de páginas do livro, esta autopublicidade revela-se desmesurada.
Só quando as técnicas e exercícios são apresentados ao leitor, é que a obra começa a ganhar interesse, pois cativar o leitor, escrever pensando nele, este japonês não o faz – e já tem mais de dez livros publicados.
Em relacção aos exercícios apresentados, como o do 'círculo/triângulo/quadrado' ou o do 'ziguezague', para quem costuma ter os olhos cansados, secos, etc., estes são muito simples de pôr em prática e têm a mais-valia de terem figuras demonstrativas ao lado a exemplificar cada passo. Pestanejar, respirar, bocejar, massajar e visualizar são passos tão simples, mas que podem melhorar muito a nossa acuidade visual.
Quase no fim do livro, são apresentadas técnicas para os leitores que passam muito tempo a ler, e por consequente, ficam com os olhos fadigados. Kazuhiro Nakagawa expõe também os passos de um exercício muito precioso, intitulado 'Leitura rápida'. Quem não gostava de ler mais e em menos tempo? Ler ao dobro da velocidade habitual e ler uma linha de uma só vez?
Ioga para Corrigir a Visão é, portanto, uma obra com muitos conselhos úteis para quem sofre de desordens oculares. Todavia, e tal como o autor refere, os exercícios para surtirem efeitos devem ser postos em prática regularmente, com paciência e perseverança. A ver vamos…


Excertos
«Para evitar a depressão, é essencial tratar bem os olhos, que são os pontos de entrada da luz.» (p. 38)

«Como são os olhos que determinam a visão, quando os seus músculos se tornam rígidos, o sentido de equilíbrio da pessoa começa a vacilar facilmente.» (p. 106)

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Novo livro de Philippe Claudel: «A árvore dos Toraja»

A árvore dos Toraja é um romance sobre um cineasta que procura entender o lugar que a morte do seu melhor amigo ocupa na sua vida. Este novo livro de Philippe Claudel chega às livrarias a 27 de Abril com chancela da Sextante Editora.

Texto sinóptico
«O que são os vivos? À primeira vista tudo parece evidente. Estar com os vivos. Mas que significa isso, verdadeiramente, estar vivo? Quando respiro e caminho, quando como, quando sonho, estou inteiramente vivo? Quando sinto o calor doce de Elena estou mais vivo? Qual é o grau mais elevado de estar vivo?»
Um cineasta no meio da vida perde o seu melhor amigo e reflete sobre o papel que a morte ocupa na nossa existência. Entre duas mulheres maravilhosas, entre o presente e o passado, na memória dos rostos amados e na luz dos encontros inesperados, A árvore dos Toraja celebra as promessas da vida.

Críticas de imprensa
«A morte. A morte para melhor evocarmos a vida e os sentimentos que ela faz nascer em nós ao longo da nossa passagem pela terra.»
Valérie Trierweiler, Paris-Match

«No centro dos seus pensamentos livres, na origem do desassossego contra o qual ele luta, fica o acontecimento que é a morte, «a força que os homens têm de sobreviver», a faculdade de «aprender a morrer», na qual acreditavam Sócrates e Montaigne, a capacidade de continuar a viver após a morte do outro.»
Nathalie Crom, Télérama

Novidades Texto & Grafia: «A Verdade sobre a Tragédia dos Romanov» e «ABC das Finanças»

No centenário da Revolução Russa, a Texto & Grafia faz chegar às livrarias um livro esgotado há algum tempo: A Verdade sobre a Tragédia dos Romanov. Esta é uma obra fundamental para a compreensão do período e da evolução do próprio processo revolucionário.

O número 6 da coleção Novos Paradigmas, ABC das Finanças, é a outra novidade de Abril. Neste livro colaboraram especialistas de renome mundial nas áreas das finanças e da gestão empresarial, que são ao mesmo tempo colaboradores regulares da Harvard Business Review Press e Harvard Business School Press.

«Finalmente Compreendo o Meu Cão», um manual de treino e educação de cães


Finalmente Compreendo o Meu Cão
Um guia completo de lazer, treino e comportamento para todas as raças, tamanhos e idades.
de Nicole Gil

Texto sinóptico
Já tem um cão ou pensa vir a ter? Quer descobrir como comunicar com ele, conhecer os métodos de ensino mais atuais e aprender a conviver no dia a dia com o seu amigo de quatro patas? Quer conhecer as diversas atividades de lazer e desporto que pode fazer com ele? Interessa-lhe saber porque é que cada vez mais pessoas se mostram entusiasmadas com o treino dos seus cães? Então leia este livro! O treino dos nossos cães é uma tarefa que pode ser muito divertida e que fortalece a nossa relação com eles. Educação é divertimento, e não é, ou não devia ser, sinónimo de punição.

Não são apenas os cães grandes, fortes e vigorosos que necessitam de ser bem treinados. Os cães não têm todos as mesmas apetências e necessidades e não tentam ser «chefe de matilha». Descubra neste livro como lidar com o comportamento do seu melhor amigo e ensine-o da forma mais adequada. 1 ano de trabalho intenso = 10 anos com um cão que quase não dá trabalho!

Alguns dos temas abordados:
Raça, género e idade
Os Cães e as crianças
Os cães e os outros animais
A educação do seu cão
Alimentação
Alojamento e férias
Treinamento passo a passo

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Neste sábado é apresentado no Funchal o livro «As Receitas da Minha Querida Mãe»

O livro de receitas As Receitas da Minha Querida Mãe, de Katia Aveiro e Dolores Aveiro, será apresentado ao público madeirense no próximo dia 22, na Fnac Madeira Shopping. O evento tem início às 16h. 
De referir que este livro publicado pela EuroImpala Books pode ser também adquirido em qualquer uma das lojas do Diário de Notícias, além de estar disponível nas livrarias.

O lançamento oficial da obra decorreu no passado dia 8, em Lisboa, e teve uma grande afluência de público (ver fotos aqui).