sexta-feira, 13 de julho de 2012

Destino: Frankfurt, de Agatha Christie

Editora: ASA
Ano de Publicação: 2012
Nº de Páginas: 272

Ler um livro de Agatha é sempre sinónimo de suspense, de voltas e reviravoltas ao longo do enredo e então chega-se a um final em que não estávamos à espera. Ler Agatha é isto. Nem sempre, pronto. Este Destino: Frankfurt é um exemplo disso. 
Ponto número um: Não vamos culpar a idade octogenária da escritora (este livro foi publicado em 1970, tinha ela 80 anos), para resumir a frustação com que nos deparamos chegando ao término do livro. Não. Até porque após este livro a Rainha do Crime escreveu Os Elefantes Têm Memória ou Némesis – dois policiais brilhantes.
Este livro da autora deve ser dos pouquíssimos em que não existe nenhum personagem que assassina ou é assassinado. Poirot e Miss Marple também não participam, mas isso não é invulgar - é sabido.  A verdade é que este livro não é um policial, mas um thriller e os temas abordados são pouco-comuns dos que Agatha Christie nos acostumou. Todavia o livro não está mal escrito, e até denota-se algum trabalho de pesquisa da autora em temas como o Holocausto, Hitler, intriga e espionagem internacional ou até mesmo as Cruzadas! O facto reside em não existir nenhum ponto central da história/ livro. A escrita e enredo é “plano” ao longo das 272 páginas do livro.
Certamente Destino: Frankfurt não é um representante dos livros de Agatha Christie e não é um livro que se recomende a principiantes no “mundo” de Christie.
Agatha Chistie sabia o que estava escrevendo e sendo uma escritora atenta adverte os leitores na sua nota introdutória:
«Fala a escritora: Esta história é na sua essência uma fantasia. Não pretende ser mais do que isso. Mas a maioria das coisas que nela se passam acontece, ou promete acontecer no mundo de hoje. Não é uma história impossível, apenas fantasiosa.»
 

7 comentários:

Teté disse...

Não estava minimamente lembrada deste título da autora, da qual sou fã incondicional, mas afinal havia uma razão: o exemplar que tenho, da coleção vampiro gigante nº 37 intitula-se "Passageiro para Francoforte". (tal e qual!)

Mas em tantos títulos que escreveu, obviamente tem alguns mais giros que outros. Os que escreveu com o pseudónimo Mary Westmacott, por exemplo, para mim são dos mais fraquinhos, apontando-se a esses romances o mesmo que apontas aqui. Este vou ter de dar uma vista de olhos/reler, que realmente não me recordo minimamente - quando de alguns outros poderia resumir a história, embora sem grandes pormenores, evidentemente! :)

Bom fim de semana, Miguel!

Miguel Pestana disse...

Li AS DUAS IRMÃS, da Mary Westmacott e foi uma leitura razoável. Não foi dos melhores que li dela.
Mas na autobiografia dela, o melhor livro, aquele que lhe deu mais prazer escrever, foi precisamente 1 com esse pseudónimo, o AUSENTE NA PRIMAVERA.

Terei que lê-lo.

Luisa disse...

Há anos que não leio um livro da Agatha Christie! Que saudades!

DanielaMP disse...

Ainda não tive oportunidade de ler este livro, mas sendo da Agatha Christie só pode ser um bom livro!
Espero que os meus exames terminem depressa! Preciso mesmo de férias para ler uns bons livros! ^^

Mariana & Roberta disse...

Não li ainda este. Eu li, ela disse isto numa entrevista, que o livro que ela mais gostou de escrever foi "Ausente na Primavera". Disse que tinha sido o livro que ela sempre tinha desejado escrever. Mas não foi dos que mais gostei dela,nem por sombras. Super previsível e nada de especial

Patrícia S. disse...

Li este livro há uns dias e como grande fã da Agatha Christie, fiquei um bocadinho desiludida..
Alguns dos meus livros preferidos dela envolvem espionagem e intriga internacional, tal como o Intriga em Bagdad e O Homem do Fato Castanho, portanto peguei neste com grandes expectativas.. Talvez por isso fiquei mais defraudada: muito confuso e com um final pouco satisfatório, nada é explicado, tudo muito baseado em suposições..
Um dos que menos gostei dos que li dela.

Inês Domingues disse...

O meu avô e tio adoram Agatha Christie!