terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

«Daisy Miller», de Henry James

Editora: Europa-América
Ano de Publicação: 2003
Nº de Páginas: 104

Este livro tem como narrador o jovem e sofisticado americano Winterbourne, que conta-nos o seu incorrespondido amor por uma jovem também americana de nome Daisy Miller. Liberal, «frívola e infantil, muito pouco educada e irracional, demasiada provinciana», dona do seu nariz, que jamais liga ao que os outros falam sobre si (e é por isso que não se importa em falar com todos os gentlemens que encontra na rua), assim é caracterizada esta personagem.
Consoante algumas senhoras, ela «insinua-se com qualquer homem que lhe surja à frente».
A paixão que formou-se quando eles se conhecem numa viagem pela Europa teve como primeiro encontro, acção decorrida nas margens do Lago Genebra, localizado na pequena cidade de Vevey, na Suíça. Encontro esse que gera celeuma entre as madames de elite que estão hospedadas no mesmo hotel que a jovem, o seu rebelde irmão e a sua mãe.
O jovem Winterbourne fica encantado com o à vontade dela e com a sua rebelia, e convida-a para uma visita ao castelo local, que atrai centenas de turistas. Daisy aceita, não por comprazimento cultural, pois a jovem «é perfeitamente destituída de cultura», mas por ter ânsia de causar «aparato».
Winterbourne desilude-se quando a jovem não sucumbe aos seus «chamamentos», mas, incompreensivelmente, é Daisy quem fica ressentida. Mesmo assim, os dois combinam se encontrar, no ano seguinte, em Roma. E assim acontece. Todavia, quando ele chega à capital italiana, os boatos que correm sobre a «jovem americana» são outros.
Uma mulher muito à frente do seu tempo. Um homem apaixonado, não correspondido. Conseguirá o amor vencer quando duas personalidades não se combinam? É justamente este o dilema criado por Henry James nesta novela que aborda também as diferenças de costumes entre os americanos, mais descomplexados,  e os europeus, os mais conservadores.
Daisy Miller é uma das obras curtas mais famosas do autor e teve adaptação para o cinema em 1974.

3 comentários:

helena frontini disse...

Já li há muito tempo! Num dia de verão.

Miguel Pestana disse...

Se lembra-se em que estação leu-o, foi porque foi uma boa leitura :)

redonda disse...

Gostei deste livro (embora, não de como termina).