sexta-feira, 28 de junho de 2013

«A Psicologia do Amor», de Irvin D. Yalom

Ano de Publicação: 2011
Nº de Páginas: 288

São vários os psiquiatras que escrevem livros de ficção e não-ficção pelo mundo fora: Dr. Brian Weiss, Dr. Augusto Cury, Dr. Daniel Sampaio, etc. O americano Irvin D. Yalom (n. 1931) é formado na mesma especialização médica que estes doutores que citei e é autor de diversos best-sellers de enorme sucesso em todo o mundo, como por exemplo Quando Nietzsche Chorou. Em A Psicologia do Amor são contadas as histórias de dez pacientes que estiveram no consultório de Yalom, sob a sua alçada terapêutica. Será que ao fim das sessões de terapia com o experiente doutor os pacientes melhoraram?
Os complexos casos clínicos — histórias verídicas mas com alterações para proteger a identidade dos pacientes — apresentados neste livro ilustram as lutas dos pacientes contra problemas como solidão, auto-desprezo, enxaquecas, complusões sexuais, obesidade, depressão, luto crónico, etc.
Além dos casos de Carlos, Betty, Penny, Elva, Marie, Dave, Saul, Marge e Marvin, que o doutor, usando um estilo de escrita afiado prende a atenção, a história da paciente Thelma é a que mais se destaca (além de ser a primeira história do livro é a que mais páginas detém da obra). Thelma há oito anos tivera um caso amoroso com um psicoterapeuta e desde então vivia maniada com ele, tendo por várias vezes tentado o suicídio. Um caso de paixão não correspondida. A paciente na primeira consulta afirmou: «o doutor é a minha última esperança». Através do conhecimento das frustrações, medos, ânsias e historial familiar de Thelma, o médico fez ver à paciente que o amor que ela nutria pelo ex-psicoterapeuta era uma escapatória, um escudo que a protegia do envelhecimento e da solidão. Fez ver a Thelma que esta tinha “ancorado” há oito anos num mar-morto, onde não circula boa energia e por isso a sua vida estava estagnada.
São dez histórias, são dez lições. O autor é um talentoso e divertido contador de histórias, ao mesmo tempo engraçado e perspicaz, e é por isso que A Psicologia do Amor é de leitura célere, pese embora as suas 288 páginas. Para quem gosta dos livros de Brian Weiss, este livro é imperdível.
Por fim, uma citação de Irvin D. Yalom: «Enquanto estivermos convencidos de que os nossos problemas são provocados por forças ou entidades exteriores, a terapia não tem qualquer influência.» (p. 24)

8 comentários:

Marciana disse...

Fiquei bastante interessada em ler este livro. Com certeza será a minha próxima companhia.
Ana Rodrigues

ETERNA APAIXONADA disse...

Um livro que certamente terá muito a contribuir. Será que já está a venda no Brasil? Irei pesquisar...
Obrigada pela indicação. E já estou seguindo o blog.
Bom fim de semana!
Helô Spitali

Miguel Pestana disse...

Boas leituras Marciana!

Cara Helô, sim, o livro encontra-se à venda no Brasil: http://www.fnac.com.br/o-carrasco-do-amor-e-outras-historias-sobre-psicoterapia/p/436586

:)

ETERNA APAIXONADA disse...

Obrigada, Miguel!
Irei providenciar já!!! :)

Arnaldo Santos disse...

Um livro muito importante, sempre, mas especiamente nos tempos actuais. Que a Psicologia funcione sempre, quer no amor como em tudo na vida, para que tudo melhore e que se tire, daí, as verdadeiras lições.

Catarina Pereira disse...

Um tema sempre actual e controverso... Estarei sempre interessada neste tipo de livros... ;)

Marisa Luna disse...

Boa tarde!
Sou uma pessoa de coração grande, por isso fiquei muito curiosa e com vontade de ler este livro.
Beijocas

patricia dias disse...

Quero muito ler este livro