quinta-feira, 4 de julho de 2013

«O Louco», de Khalil Gibran

Editora: Padrões Culturais
Ano de Publicação: 2011
Nº de Páginas: 88
Kahlil Gibran foi um poeta, filósofo e pintor nascido em 1883, no Líbano. O Louco é um livro leve e curto, muito curto, mas com «substância». Gibran apresenta neste livro uma interessante alegoria sobre um jovem louco, que prefere estar sozinho dentro da sua realidade para poder ser ele mesmo. Assim, o jovem na sua individualidade moral e social exprime totalmente a sua liberdade. Como entoou, durante o séc. XX, Sartre «mesmo dentro do maior constrangimento existe um espaço, maior ou menor, para o exercício da liberdade individual, o que faz com que as pessoas possam se distinguir uma das outras, através das suas escolhas.»
Em capítulos breves, de uma, duas páginas, como os intitulados Ambição, O Coveiro, A Noite e o Louco, Meu Amigo, subjaz ensinamentos profundos sobre o ser humano: solidão, beleza, desprezo, amizade, ganância. Temas envolvidos e escritos com poesia, por vezes com traços filosóficos. O «louco» irá comprovar à sociedade em que se insere que a individualidade é o pilar mais importante de um ser humano. São 88 páginas que captam a essência da escrita simples, mas densa de Kahlil Gibran.
Este livro pertence à Colecção Textos Extraordinários, da Padrões Culturais Editora. Quatro obras que se incluem nesta colecção são, por exemplo: Carta Sobre a Felicidade, de Epicuro; Do Vestir e do Comer, de Balzac; Uma Carta Para Garcia, de Elbert Hubbard; A Terra Que Um Homem Precisa, de Tolstoi

Meu amigo

Meu amigo não sou o que pareço. A aparência é apenas um fato que uso, um fato cuidadosamente feito à medida que me protege das tuas perguntas e a ti do meu desinteresse.
É que, tenho que o confessar, a minha alma vive no silêncio e ali ficará para sempre.
Não te quero levar a acreditar no que digo, nem a confiar no que faço, porque as minhas palavras não são mais que os teus pensamentos convertidos em som, e as minhas obras nada mais são que as tuas próprias esperanças transformadas em actos.
Quando dizes: “ O vento sopra de leste”, eu respondo: “Sim, sopra sempre de leste”; sem me atrever a confessar que o meu espírito não se ocupa do vento mas do mar.
(…)
Eu procuro falar contigo com sensatez e cautela, mas… estou louco. A verdade é que prefiro estar louco a estar contigo. Como fazer-te compreender que o meu caminho não é o teu caminho, quando, de mãos dadas caminhamos juntos?

7 comentários:

macy disse...

Já li alguns livros do autor mas este não. Fiquei deveras curiosa!
Abraço
Teresa Carvalho

Fernando de Sousa Pereira disse...

Muito bom!

Carla Duarte disse...

Recordaste-me um excelente livro, que vou reler!

Catarina Martins disse...

Já li outros livros de Khalil Gibran e gostei bastante, fiquei curiosa para ler também este :)

Bruna disse...

Eu adoraria ter esse livro em maos.

Bruna disse...

eu adoraria ler esse livro

Juliana Caçador disse...

Nunca li este livro mas pela descrição parece uma excelente opção.