terça-feira, 29 de outubro de 2013

«Em Defesa de Jacob», de William Landay («Defending Jacob»)

Ano de Publicação: 2013
Nº de Páginas: 392
Até que ponto os genes são um argumento plausível para justificar algumas das predisposições do ser humano para, por exemplo, a introversão, a violência ou a psicopatia? Os pais têm de se sentir eternamente culpados pelos actos de agressividade que um filho apresenta? Estudos científicos comprovam que o padrão genético que influência o desenvolvimento de um carácter violento é apenas um ponto de partida que só se confirma de acordo com as vivências de cada indivíduo. Esta introdução serve para enquadrar a acção de Em Defesa de Jacob, um thriller escrito pelo norte-americano William Landay, antigo procurador-adjunto, que agora dedica-se em exclusivo à escrita.
A história é-nos contada sob o ponto de vista de Andy Barber, procurador-geral adjunto de um subúrbio de Massachusetts, Boston. Em Abril de 2007 ele começa a investigar um homicídio de um jovem de catorze anos que é encontrado num bosque com o peito apunhalado. Quando Andy vem a saber que o jovem era colega de turma do seu filho Jacob não imagina que este será apontado como o principal suspeito do crime. Este pai acredita piamente na inocência de Jacob. Quando é posto fora da investigação, ele fará de tudo para provar que Leonard Patz, um conhecido pedófilo da zona, é o responsável pelo crime. Contudo, o procurador precisa encarar segredos do passado, que ocultou da sua mulher, Laurie, e de Jacob. A sua confissão perante o tribunal desses factos poderão atenuar a pena ou mesmo a absolvição de Jacob. Estará ele disposto a revelar o «genótipo criminoso» transmitido do seu trisavô ao bisavô, deste ao seu pai, a ele e agora a Jacob? Até onde este pai irá para defender o seu filho?
Landay aborda neste romance assuntos como genética, bullying e o perigo do Facebook nos adolescentes, que fazem desta uma leitura com trâmites muito actuais, que levanta questões de uma certa complexidade. Através das voltas e reviravoltas da história, escritas a bom ritmo, este thriller psicológico e jurídico acompanha a avidez do leitor até às últimas e imprevisíveis páginas. O final de certeza agrada a uns e desagrada a outros; o certo é que queremos impacientemente descobrir se Jacob é culpado ou inocente. Em Defesa de Jacob é um romance inteligente, de tirar o fôlego, muito bem doseado com conceitos de criminalidade, psiquiatria, justiça, ciência e que entrecruza crime, mistério e amor. Quem gostar deste romance não quererá deixar de ler um dos livros de Jodi Picoult em que o enredo e até a forma de escrever é parecida a este: No Seu Mundo (Civilização editora, 2010).

"Actus non facit reum nisi sit rea «o acto não faz a culpa, a não ser que a mente também seja a culpada.»" (p. 126)

5 comentários:

Helga Rosa disse...

Adorei este livro, fiquei curiosa depois das opiniões que li (esta uma dela) e recomendo a sua leitura a todos os pais/mães :-)
Obrigado

Mel disse...

O livro parece muito interessante. Quero ler!
MelissaNogueira

Elisabete Teixeira disse...

Gostava muito de ler este livro :)

Marcos Abreu disse...

Este livro deixou me curioso depois de ler varias opiniões, já esta na minha lista dos livros para ler em 2014. :)

Alexandre Ventura disse...

Parece-me bastante interessante :) Gostava de ler.