quarta-feira, 30 de outubro de 2013

«Inferno», de Dan Brown

Editora: Bertrand
Ano de Publicação: 2013
Nº de Páginas: 551

Publicado originalmente em Maio (em Portugal chegou em Julho), o mais recente thriller de Dan Brown tem como cenários as cidades de Istambul, Veneza e Florença, sendo esta última — cidade-berço de Leonardo da Vinci, Maquiavel e Dante Alighieri — o palco central onde Robert Langdon e uma jovem médica, Sienna Brooks, deambulam em busca de pistas sobre a localização de uma tenebrosa ameaça, que promete acabar drasticamente com a sobrepopulação mundial. Contra o tempo ambos terão que decifrar uma série de pistas obscuras deixadas em vídeo, por um cientista obcecado com um escrito do século XIV, de Dante: Inferno, a primeira das três partes da sua magnus opus, A Divina Comédia. Antes de se suicidar, Bertrand Zobrist descobriu algo de muito vaticinador oculto entre os textos alegóricos que o poeta escreveu. O cientista escreveu uma carta à sua ex-amante, informando-lhe sobre o plano maquiavélico que engendrara em laboratório: um vírus que poderá exterminar a praga biológica (tal como o fez a Peste Negra antes do Renascimento), causadora de desequilíbrios ecológicos dantescos, que a Organização Mundial da Saúde simplesmente oculta. Será que os fins justificam os meios? Será que para o bem da Humanidade, os métodos científicos futuristas, mas anti-éticos, poderão justificar uma iminente pandemia?
Em Inferno Dan Brown joga com conceitos de tempo, códigos e símbolos, arte, genética, e através de voltas e reviravoltas no enredo, diverte e põe em suspense o leitor ao longo de mais de 500 páginas. O mentor de Fortaleza Digital continua a preferir escrever capítulos curtos, concisos, bem documentados com descrições de cidades, museus e igrejas interessantes historicamente, que despertam a curiosidade dos leitores em pesquisar os lugares citados ao longo da trama. Depois de lermos Inferno certamente restará nos leitores uma vontade enorme de conhecer Florença. Já é conhecido que este romance será adaptado para o cinema, tal como aconteceu com O Código da Vinci e Anjos e Demónios.

«A Persistência da Memória» é o 1.º romance do apresentador Daniel Oliveira


A Persistência da Memória
Uma história de emoções à flor da pele
de Daniel Oliveira

Ano da Edição: 2013
Número Páginas: 240
ISBN: 9789897411076
Editora: Oficina do Livro

Sinopse
Camila está em conflito permanente com a sua consciência. Dotada de uma aptidão rara, a que a medicina designa por síndrome de memória superior, tem a capacidade de se recordar ao pormenor de todos os acontecimentos da sua vida, mesmo aqueles que desejaria esquecer. Nesta teia de emoções, onde se misturam passado e presente, amor e perda, culpa e prazer, Camila busca a liberdade que a memória não lhe concede, sobrevivendo entre relações extremas e perversas. Um segredo inconfessável e a frágil fronteira entre sonho e realidade atravessam este romance desconcertante sobre a intimidade de uma mulher perseguida pelas sombras da sua própria história.
O autor: Daniel Oliveira nasceu em 1981. Apresenta, desde 2009, o programa «Alta Definição», na SIC, estação onde, em 2011, assumiu as funções de subdirector de gestão e desenvolvimento de conteúdos, e em 2013 assumiu a direcção da Caras TV. Entre 1997 e 1999 foi assistente de produção, produtor editorial e jornalista. Em 2000 integrou a equipa fundadora da SIC Notícias. É autor, entre outros, do programa de entretenimento mais premiado internacionalmente na história da televisão portuguesa - «Os Incríveis».
Em 2013, foi considerado pelo semanário Expresso um dos 100 portugueses mais influentes. Aos 14 anos, sagrou-se campeão nacional de xadrez. Tem cinco livros publicados. A Persistência da Memória é o seu primeiro romance.

Biografia de Mick Jagger é publicada pela ASA e tem 664 páginas


Mick Jagger
de Philip Norman
Data de Publicação: 12/11/2013
Número Páginas: 664
ISBN: 9789892324876
Editora: ASA
 
Sinopse
Mick Jagger é a estrela do rock que melhor encarnou o ideal de sexo, drogas e rock`n`roll. Nesta que é a mais completa biografia do líder dos Rolling Stones até à data, Philip Norman refaz os passos da sua consagração e revela como ele se tornou um semideus do rock, escandaloso e milionário. A partir de uma pesquisa minuciosa e de inúmeras entrevistas, Norman reconstitui a infância de Mick: de rapaz dos Home Counties, passando por rebelde sem causa, sensação do rock da década de 1960, Casanova, Anticristo até ídolo global. O autor acompanha com espantosa intimidade o mito do inimitável vocalista dos Rolling Stones, a evolução da banda, a criação de clássicos como «Satisfaction», «Jumpin` Jack Flash», «Brown sugar» e «Start me up», numa extraordinária viagem cheia de escândalos e conspirações, temporadas na prisão, hordas de admiradoras e um título de cavaleiro. Têm também destaque os relacionamentos conjugais e extraconjugais com mulheres atraentes e famosas como Marianne Faithfull, Bianca Jagger, Jerry Hall, Carla Bruni e Angelina Jolie. Hoje, Sir Mick Jagger é um respeitado avô de setenta anos, mas a sua imagem e a sua voz ainda inspiram fãs e admiradores. Esta biografia fascinante restitui-lhe a sua dimensão humana, retratando um personagem complexo, vulnerável e afetivo. 
http://www.leyaonline.com/pt/livros/biografias-memorias/mick-jagger/

Lançamento de «Padeira de Aljubarrota», da escritora Maria João Lopo de Carvalho


Assiste ao Booktrailer aqui


Sinopse
Muitas histórias correram sobre a humilde mulher que, em 1385, numa aldeia perto de Alcobaça, pôs a sua extrema força e valentia ao serviço da causa nacional, ajudando assim a assegurar a independência do reino, então seriamente ameaçada por Castela. É nos seus lendários feitos e peripécias, contados e acrescentados ao longo dos tempos, que se baseia este romance, onde as intrigas da corte e os tímidos passos da rainha- infanta D. Beatriz de Portugal se cruzam com os caminhos da prodigiosa padeira de Aljubarrota, Brites de Almeida, símbolo máximo da resiliência e bravura de todo um povo.

A Chiado Editora e a escritora madeirense Irene Lucília Andrade convidam para o lançamento de «Um Lugar Para os Dias»

Um Lugar para os Dias 
de Irene Lucília Andrade

Colecção: Viagens na Ficção
Editora: Chiado 

Sinopse
"Uma extensa carta atravessa o mar, os países e os anos, na esperança ( ilusória, ou não) de chegar ao seu destino.
Durante um longo trajecto, reflectindo sobre a sua própria significação, as palavras procuram traçar um esboço de retrato de quem as escreve,num relacionamento ocasional com vivências diárias.
Dizem de sentimentos, viagens, encontros vários com pessoas e paisagens, realidades e utopias, passam pelo interior do mundo e do tempo, e seguem na direcção dum particular destinatário, elo de ligação sentimental com três etapas da vida. A partir dos dias de hoje há um passado que se projecta num futuro, tornado presente pelo subterfúgio da escrita".

Irene Lucília Andrade, nome literário de Irene Lucília Mendes de Andrade, Licenciou-se em Pintura pela E.S. de Belas Artes de Lisboa, em 1968. Professora do Ensino Secundário, actualmente aposentada, nasceu e vive no Funchal e temporariamente em Lisboa. Trabalhou na Rádio, Posto Emissor do Funchal, entre 1962 e 1969. É autora de canções para crianças (letra) e foi colaboradora efectiva do jornal infantil A CANOA, dirigido por Maria do Carmo Rodrigues, 1969-1971. Integrou alguns livros pedagógicos: Entre outros, O Mundo da Linguagem (ASA, Porto); O Tapete Mágico (Porto Editora); Canções para Crianças (Música de Carlos Gonçalves), Lisboa Editora,1987.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

«Em Defesa de Jacob», de William Landay («Defending Jacob»)

Ano de Publicação: 2013
Nº de Páginas: 392
Até que ponto os genes são um argumento plausível para justificar algumas das predisposições do ser humano para, por exemplo, a introversão, a violência ou a psicopatia? Os pais têm de se sentir eternamente culpados pelos actos de agressividade que um filho apresenta? Estudos científicos comprovam que o padrão genético que influência o desenvolvimento de um carácter violento é apenas um ponto de partida que só se confirma de acordo com as vivências de cada indivíduo. Esta introdução serve para enquadrar a acção de Em Defesa de Jacob, um thriller escrito pelo norte-americano William Landay, antigo procurador-adjunto, que agora dedica-se em exclusivo à escrita.
A história é-nos contada sob o ponto de vista de Andy Barber, procurador-geral adjunto de um subúrbio de Massachusetts, Boston. Em Abril de 2007 ele começa a investigar um homicídio de um jovem de catorze anos que é encontrado num bosque com o peito apunhalado. Quando Andy vem a saber que o jovem era colega de turma do seu filho Jacob não imagina que este será apontado como o principal suspeito do crime. Este pai acredita piamente na inocência de Jacob. Quando é posto fora da investigação, ele fará de tudo para provar que Leonard Patz, um conhecido pedófilo da zona, é o responsável pelo crime. Contudo, o procurador precisa encarar segredos do passado, que ocultou da sua mulher, Laurie, e de Jacob. A sua confissão perante o tribunal desses factos poderão atenuar a pena ou mesmo a absolvição de Jacob. Estará ele disposto a revelar o «genótipo criminoso» transmitido do seu trisavô ao bisavô, deste ao seu pai, a ele e agora a Jacob? Até onde este pai irá para defender o seu filho?
Landay aborda neste romance assuntos como genética, bullying e o perigo do Facebook nos adolescentes, que fazem desta uma leitura com trâmites muito actuais, que levanta questões de uma certa complexidade. Através das voltas e reviravoltas da história, escritas a bom ritmo, este thriller psicológico e jurídico acompanha a avidez do leitor até às últimas e imprevisíveis páginas. O final de certeza agrada a uns e desagrada a outros; o certo é que queremos impacientemente descobrir se Jacob é culpado ou inocente. Em Defesa de Jacob é um romance inteligente, de tirar o fôlego, muito bem doseado com conceitos de criminalidade, psiquiatria, justiça, ciência e que entrecruza crime, mistério e amor. Quem gostar deste romance não quererá deixar de ler um dos livros de Jodi Picoult em que o enredo e até a forma de escrever é parecida a este: No Seu Mundo (Civilização editora, 2010).

"Actus non facit reum nisi sit rea «o acto não faz a culpa, a não ser que a mente também seja a culpada.»" (p. 126)

Novidades TopSeller: «O Juramento da Rainha», «O Golpe» e «Liberta-me»


O Juramento da Rainha
 
Ano de Publicação: 2013
Páginas: 448
Editora: TopSeller
ISBN: 9789898626271
 
Sinopse
Isabel é apenas uma adolescente quando a forçam a tornar-se uma peã numa conspiração para destronar o seu meio-irmão, o rei Henrique. Acusada de traição e posta cativa, aos dezassete anos vê-se subitamente coroada rainha de Castela, o maior reino de Espanha.
Mergulhada num conflito mortal para manter o trono, está determinada a casar-se com o único homem que ama, mas que lhe é proibido: Fernando, príncipe de Aragão. Quando decidem unir os reinos de ambos sob o lema «uma só coroa, um só país, uma só fé», Isabel e Fernando deparam-se com uma Espanha empobrecida e cercada por inimigos.
Com um grande interesse pela descoberta do desconhecido, deixa-se apaixonar pela visão de um enigmático navegador chamado Colombo.
Mas quando os mouros do reino de Granada declaram guerra, tem lugar uma violenta e terrível batalha contra um antigo adversário, que irá testar toda a determinação, a coragem e a crença tenaz que Isabel tem no seu destino. 
«A obra-prima de um hábil escritor.» - New York Journal of Books
«Um romance histórico engenhosamente trabalhado. C. W. Gortner recriou uma Isabel de Castela absolutamente real e envolvente, como se trouxesse a rainha e todo o seu reino de volta à vida.» - RT Book Reviews


O Golpe
 
Ano de Publicação: 2013
Páginas: 320
Editora: TopSeller
ISBN: 9789898626233
 
Sinopse
Ela é uma detetive implacável. Ele é um vigarista procurado. Juntos são a arma secreta do FBI para investigar o golpe perfeito. Kate O’Hare é uma das melhores agentes do FBI. Nick Fox é um vigarista genial, presente na lista dos Dez Mais Procurados do FBI. Ela raramente falhou um caso — a exceção é Nick, que sempre escapou à sua vigilância enquanto aplicava inacreditáveis golpes de alto risco a milionários. Eles sentem-se atraídos um pelo outro: ela é teimosa e exigente, ele é charmoso e imaginativo.
Juntos, e com uma equipa de vigaristas amadores reunida por Nick, vão montar um golpe genial para capturar um investidor corrupto que fugiu com 500 milhões de dólares e que se esconde numa das 17 mil ilhas da Indonésia. Entre uma forte atração mútua, problemas de liderança e choques de personalidade, será que esta dupla improvável irá ser bem-sucedida? 
 
 
Liberta-me
 
Ano de Publicação: 2013
Páginas: 384
Editora: TopSeller
ISBN: 9789898626226
 
E. L. James foi responsável pela explosão de entusiasmo, também em Portugal, pelo romance erótico. Mas antes de E. L. James, já J. Kenner tinha uma verdadeira legião de fãs por todo o mundo, fruto dos seus excitantes e vibrantes romances.

Sinopse
Ele era o único homem que ela não podia evitar. E o único homem a quem ela não conseguia resistir.
Nikki Fairchild tem 24 anos e parte do Texas para Los Angeles. Bela, inteligent e criativa, ambiciona montar o seu próprio negócio na área da tecnologia. Damien Stark tem 30 anos e é uma antiga estrela do mundo do ténis. Atualmente é um empresário rico, poderoso e bem- -sucedido, com negócios em todas as áreas. Sensual, ousado, e controlador, Damien é desejado por todas as mulheres que o rodeiam.
Os caminhos de ambos cruzam-se, dando lugar a um romance arrebatador, revestido de uma carga emocional e erótica tão poderosa que os consome. Mas tanto Damien como Nikki possuem segredos que temem partilhar. Poderão os fantasmas do passado forçar a sua separação?
A história de uma paixão obsessiva entre um homem que não conhece a palavra «não», e de uma mulher que sabe dizer «sim», num tom excitante e com todos os detalhes. 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Novidade Top Books: «Prometes?», romance escrito pelas mãos de Diana Carvalho e de Pedro Barbosa

Prometes?
Um abismo. Um caminho. Um avesso do que fui.
de Diana Carvalho, Pedro Barbosa
 
Data de Publicação: 31/10/2013
Páginas: 250
Editora: Top Books
ISBN: 9789897060434
 
Sinopse
Como reagir quando achamos que conhecemos o futuro, mas as memórias do passado nos estão escondidas? Como evitar a vertigem de tentar mudar esse futuro em nosso proveito?
Este é o ponto de partida da viagem do Afonso à procura de salvar o futuro, de proteger o amor que sabe poder desaparecer-lhe nos dias que o esperam. Uma viagem onde cada um desempenha o seu papel, embora nem sempre o saiba compreender.
Um caminho onde cada pormenor pode alterar o resultado, onde cada decisão influencia o destino. Um traçado onde a realidade é o cruzamento de mundos paralelos com as decisões que tomamos.
Saberá o Afonso mudar o futuro? Conseguirá salvar a Inês e o amor vertiginoso entre ambos?
 
Excertos do livro
"Porque a perfeição tem de ter um senão, precisa de um contraponto, exige sempre um quase. É esse quase que eleva a perfeição a real, que a torna possível de viver."
 
"Sorriu, com a tristeza de quem já não acredita. Inclinou a cabeça e estreitou os olhos, para me ouvir:
- A perfeição é sermos infinitos num instante único, antes de sermos únicos para sempre."
 
Sobre os autores
Diana Carvalho é natural do Porto e além de empresária, acumula funções de Comunicação Digital do grupo The Fladgate Partnership, que integra marcas como a Taylors ou o The Yeatman Hotel, depois de um percurso por várias áreas da hotelaria e restauração, sempre com um elemento comum, fundamental para que goste do que faz: o vinho.
Amante da cidade onde vive, integra a pequena equipa que dirige o
“I Love Porto” e assume uma paixão imensa pelo vinho do Porto. Arrisca sempre um novo desafio - principalmente quando o desconhecido se atravessa no caminho, como foi o caso deste seu primeiro livro.
 
Pedro Barbosa é natural do Porto, acumula funções de gestão no El Corte Inglés com docência no IPAM e Porto Business School. Esta é a sua primeira incursão na ficção, apesar de ter cinco livros editados na área do Marketing, Tendências e Gestão, dois dos quais best sellers internacionais - além do "Weekend in Beijing", um be book que é uma viagem ao interior de si próprio através das viagens que nunca deixa de fazer.
É um apaixonado da cidade do Porto e da poesia contemporânea, amores que se fundem no projecto “I Love Porto”, do qual é fundador.
 
Lançamento do livro
Datas:
6 de Novembro, 18h30: El Corte Inglés Lisboa
7 de Novembro, 19h00: El Corte Inglés Gaia  

As escolhas literárias do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa

Dos livros que o professor mostrou ontem, 27 de Outubro, no Jornal das 8, na TVI, eu destaco os 5 seguintes:



Novos livros de Julian Barnes e Ali Smith para ler em Novembro


Os Níveis da Vida
de Julian Barnes

Género: Romance
Tradução: Helena Cardoso
N.º de páginas: 112
Data de lançamento: 1 de Novembro

O novo livro de Julian Barnes, publicado já este ano, é sobre balonismo, fotografia, amor e sofrimento; sobre juntar duas coisas, duas pessoas, e sobre separá-las. Um dos jurados que atribuiu a Barnes, em 2011, o Prémio Man Booker descreveu-o como «um incomparável mago do coração». Este livro confirma essa tese.

«Uma escrita tão intensa que é difícil olhá-la de frente.»
The Telegraph
«Uma poderosa reflexão sobre as coisas que nos elevam e as que nos destroem.»
NPR
«Um livro de uma rara intimidade e honestidade sobre o amor e o sofrimento.»
The Times
«Os Níveis da Vida é, simultaneamente, um artefacto superiormente trabalhado e um guia desolado para o território da perda.»
Sunday Times

Julian Barnes nasceu em Leicester em 1946 e foi viver para Londres no mesmo ano. É autor de 20 livros e foi agraciado, em 2011, com o Prémio Man Booker pelo seu romance O Sentido do Fim. Julian Barnes conheceu Pat Kavanagh em 1978.

Pat Kavanagh nasceu na África do Sul e mudou-se para Londres em 1964. Trabalhou em publicidade e, depois, durante 40 anos, foi agente literária. Casou-se com Julian Barnes em 1979, e morreu em 2008.


O Passado é um País Estrangeiro
de Ali Smith

Género: Romance
Tradução: Helder Moura Pereira
N.º de páginas: 288
Data de lançamento: 1 de Novembro

Era uma vez um homem que, certa noite, durante um jantar social, entre dois pratos, subiu as escadas e se fechou num dos quartos da casa. À medida que as horas se transformam em dias e os dias em meses, as consequências deste estranho ato de autorreclusão repercutem-se para o exterior, afetando os donos da casa, os restantes convidados, a vizinhança e todo o país.

Um dos livros mais aclamados de 2011

«Divertido, humorístico, sério, profundamente inteligente e perturbador.»
Guardian
«Aventuroso, intoxicante, deslumbrante. Um romance de ambições sérias e de leitura imensamente divertida.»
Literary Review
«O significado da vida, da História, da nossa presença ou ausência.»
Huffington Post
«Smith tem o poder de fazer acontecer o que quer que seja. É por isso uma das escritoras mais emocionantes da atualidade.»
Daily Telegraph
«O romance mais exuberante que li este ano.»
Nick Barley, Herald Tribune

Ali Smith é uma autora multipremiada (Whitbread, Man Booker, Orange, Saltire Society First Book of the Year, Scottish Arts Council Award) de vários romances e contos. Nasceu em Inverness, na Escócia, em 1962, e vive atualmente em Cambridge. Depois de A Primeira Pessoa e Outras Histórias e Amor Livre e Outras Histórias, bem como após o seu genial romance de estreia Like (com o título Qualquer Coisa Como), a Quetzal publica agora O Passado é um País Estrangeiro (There But For The).

Novidades da Dinalivro: «Animais sem Jardim Zoológico» e «Queres namorar comigo?»

Com texto do ator João Ricardo e ilustrações de Ana Sofia Gonçalves, o livro infantil Queres namorar comigo? vai ser apresentado às 16:30 de dia 2 de novembro, no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa. Para além de estar, desde já, convidado(a) para o evento, sugerimos-lhe também que não se atrase a fazer a sua encomenda. Somando a criatividade e humor das ilustrações à popularidade de João Ricardo, o êxito não deve tardar.


Dois dias depois do aniversário do nascimento de Gianni Rodari, figura emblemática da literatura para a infância, recordamos o livro Animais sem Jardim Zoológico, obra que reúne 9 contos do escritor numa recriação encantatória das fábulas de outros tempos. A diferença é que aqui os animais têm muito mais do que a simples capacidade de falar, pois eles – tal como a imaginação do autor – não são enjaulados por nenhuma convenção ou banalidade.

domingo, 27 de outubro de 2013

«Sobre o Amor e a Morte», de Patrick Süskind

Ano de Publicação: 2006
Nº de Páginas: 64

Neste ensaio Patrick Süskind (n. 1949) pergunta-se por que o amor continua a ser o sentimento mais sublime de todos. O amor e a morte são duas causas naturais da condição humana, mas será que o amor, ao fim e ao cabo, não passa de uma doença que corrói e degrada-se ao longo da existência humana? Qual a medida ideal para que, na ampulheta imaginária, haja equilíbrio entre o quanto se ama e o quanto tememos perder quem ama-mos?
Eros e Tanatos significam, na mitologia grega, o Amor e a Morte personificados. Estas duas pulsões geram entre si um conflito que dinamiza o psiquismo humano. Sobre o Amor e a Morte explora estes dois conceitos. Patrick referencia algumas grandes obras da literatura das quais os heróis e heroínas mataram o seu amor-próprio em prol do amor-magistral que nutriam pelos amantes (Werther, Anna Karenina, Madame Bovary...). A reflexão de Patrick Süskind percorre a obra e vida de autores que escreveram e viveram intensamente, como Platão, Santo Agostinho, Stendhal, Kleist, Goethe e Oscar Wilde. Süskind compara ainda os destinos de duas personalidades que desafiaram a morte em nome do amor: Jesus e de Orpheu.
Über Liebe Und Tod, (título original), de apenas 64 páginas, traduzido para português por Filipe Guerra, é um ensaio publicado na Alemanha num volume que inclui também o guião de um filme produzido e realizado por um amigo do autor. Sobre o Amor e a Morte está escrito num estilo acutilante, refinado, erudito. Não obstante o reduzido número de páginas, a leitura, por ser densa, leva certo tempo a ser «digerida». É uma obra que difere quase na sua totalidade do romance O Perfume, e por isso, por certo, agradará a «gregos» e menos a «troianos». Em todo o caso, da bibliografia do autor fazem parte outras quatro obras que merecem uma leitura, distribuídas entre teatro (O contrabaixo), conto (Um Combate e Outras Histórias) e novela (A Pomba e A História do Senhor Sommer).

Presença publica «Eu, Malala», o relato de uma adolescente que desafiou os talibãs

Eu, Malala
A minha luta pela liberdade e pelo direito à educação
de Malala Yousafzai (com Christina Lamb)

Data de Publicação: 05/11/2013
Páginas: 352
Título original: I Am Malala: The Girl Who Stood Up for Education and Was Shot by the Taliban
Sinopse
No dia 9 de outubro de 2012, Malala Yousafzai, então com 15 anos, regressava a casa vinda da escola quando a carrinha onde viajava foi mandada parar e um homem armado disparou três vezes sobre a jovem. Nos últimos anos Malala - uma voz cada vez mais conhecida em todo o Paquistão por lutar pelo direito à educação de todas as crianças, especialmente das raparigas - tornou-se um alvo para os terroristas islâmicos. Esta é a história, contada na primeira pessoa, da menina que se recusou a baixar os braços e a deixar que os talibãs lhe ditassem a vida. É também a história do pai que nunca desistiu de a encorajar a seguir os seus sonhos numa sociedade que dá primazia aos homens, e de uma região dilacerada por décadas de conflitos políticos, religiosos e tribais. Um livro que nos leva numa viagem extraordinária e que nos inspira a acreditar no poder das palavras para mudar o mundo. 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

«A Cura», de Pedro Eiras

Editora: Quidnovi
Ano de Publicação: 2013
Nº de Páginas: 232

Um médico ateu, psicanalista conceituado e invejado, aceita tratar sob total sigilo um homem mui sui generis, que desempenha um ínclito cargo na Igreja. Os sintomas que o paciente afirma ter: «sinto um extremo cansaço, uma sensação de tristeza, de desamparo», «Tenho vontade de dormir muito, sem ver ninguém»; a sensação de pânico surgia-lhe «sem aviso, sem regra, sem motivo.»
Dada a extrema confidencialidade que o analisando requerera, devido a ser uma figura pública, as sessões de terapia teriam de ocorrer à noite, uma vez por mês e sob o mesmo ritual: quando faltava três minutos para a meia-noite a iluminação exterior e interior dos arredores ia abaixo, parava um carro preto na entrada do prédio do consultório, ele subia no elevador (que, excepcionalmente, estaria operacional, tal como toda a parte eléctrica do espaço onde o terapeuta exercia a sua profissão), decorria a consulta que tinha sempre o tempo que o egrégio paciente considerava necessário, e depois o «apagão» era «desarmado». De consulta em consulta, nessas noites que «deveriam parecer tão reais como um sonho», Z. — o paciente —, instalado no divã de veludo vermelho (uma réplica do mesmo que utilizara Freud, e também o mesmo que Wagner, o professor que tivera sido, ou melhor, o mestre que este psicanalista escolhera seguir) ia, sob processo catártico, transpondo a origem dos seus desejos inconscientes e traumas — quais «âncoras» submersas num tumultuoso mar de emoções. Este impaciente paciente, através de sofrimentos que enfrenta com denodo, quer saber a verdade sobre si mesmo, mas acima de tudo quer ver curada a sua mente, não a sua alma.
Entre o analisando e o analista existe dois universos antípodas, que chocam. Todavia, a delicada fronteira que deveria existir entre médico-paciente é derrubada, por o psicanalista, ao longo das treze consultas, ter revisto nos sonhos de Z. e suas interpretações, a sua própria fraqueza existencial e origem dos apegos, «máscaras» e «muletas» que criou num mundo à parte. Criada a empatia e franqueza mútua, vão conhecer-se um ao outro e, fundamentalmente, conhecer-se a si próprios. Assim, não é apenas o paciente que exorciza os seus recalques, também o Doutor encontra conforto nas sessões e, quem sabe, cura a si próprio. Deste processo terapêutico inusual o leitor está longe de saber se resultará cura, curas ou se será um caso fracassado. 
Quem escolher ler A Cura terá o ímpeto, como o que um leitor de policiais tem, de chegar até às últimas e reveladoras páginas do romance, onde aguarda-nos a apoteose, o «sumo» da história.
Este romance publicado pela Quidnovi funde conceitos de Psicanálise e Religião com ficção. Tem doses de mistério e aturdimento, para desvendar as memórias do narrador (omnisciente). Pedro Eiras explora a mente de dois homens e disseca a complexidade das emoções humanas, com sucesso. A Cura é um romance bem delineado, quer na veste psicológica e complexa dos dois personagens centrais, quer por nenhum acontecimento narrado ser irrelevante. A revelação de quem é o paciente do Doutor acontece na página 33 do romance, e é, talvez, a primeira força motriz que nos dá maior alento para a conclusão da leitura. Ter revelado o nome do narrador só nas últimas páginas do romance, favorece a curiosidade do leitor e revela-se como um trunfo de escritor perspicaz. A não descrição do local geográfico onde decorre a trama é um outro pró do livro. O autor de Bela Dona e outros monólogos (Companhia das Ilhas, 2012) inclui no romance referências a várias obras bibliográficas de Freud e remete-nos para livros que abordam o tema principal do livro, Psicanálise. Nota-se por parte do escritor um elaborado trabalho de pesquisa sobre o assunto, mas essencialmente é revelador o modo como ele entrelaçou com mestria os conceitos psicanalíticos neste seu trabalho literário. O que mais surpreende em A Cura é o fluir desenvolto, repleto de simbolismos, da narração e por haver poucas alternâncias dos planos em que a história se desenrola. Tudo é engendrado. E com inteligência.
Pedro Eiras (n. 1975), professor de Literatura, com obra publicada desde 2001 (na sua maioria teatro e ensaio) é com certeza um nome da nova literatura portuguesa a seguir.

Excerto:
«Talvez por pena de si, ou pena de mim, para eu não sair daquele quarto a pensar que ela era frígida ou tímida ou conservadora, talvez me quisesse conquistar para conquistar a sua própria estima ameaçada. E fazia amor comigo, não por amor, mas para mostrar que sabia fazer amor como as outras mulheres: também tinha um corpo e um gozo, um corpo magro e pálido, mas vivo e feroz na sua fome. Fazia amor como quem sustém as lágrimas. E eu deixava-me ir.» (p. 134)

Passatempo: «Quando o Chocolate Acaba», de Lama Yeshe



Outros livros da mesma colecção: este e este

Para te habilitares a ganhar o livro tens de responder acertadamente ao formulário abaixo.

nota: Poderás participar neste passatempo uma vez por dia, todos os dias, até ao último dia de passatempo. Já sabes que a matemática não falha: quantas mais vezes participares, mais hipóteses tens de ganhar!


O Passatempo decorrerá até ao dia 31 de Outubro.

Boa sorte!



Regras do Passatempo:
1) O passatempo decorrerá entre os dias mencionados, sendo exclusivo a participantes residentes em Portugal;
2) Será validado exclusivamente as participações com as respostas acertadas e será aceite apenas uma participação por pessoa ou email (salvo mencionado o contrário);
3) O vencedor será sorteado aleatoriamente através do Random.org e o seu nome publicado aqui neste post, além de ser comunicado ao mesmo via e-mail. Se ao fim de 15 dias, após ser contactado pelo administrador deste blogue, o vencedor não reclamar o prémio, será escolhido outro vencedor;
4) O administrador deste blogue e/ou a editora não se responsabiliza por eventuais extravios dos livros, aquando da expedição dos mesmos ao vencedor. 

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

É tarde, meu amor (poema de Maria Aurora Carvalho Homem)



É tarde, meu amor

É muito tarde.

O tempo implacável me consome

E destrói o vigor do corpo moço:

Apagou o fulgor do meu olhar

Roubou a altivez do seio cheio

Secou o rio manso do meu ventre

Cobriu de pergaminho a minha mão

É tarde, muito tarde

Mas… por dentro

Ainda bate, por ti, o coração.


Maria Aurora Carvalho Homem, in Discurso Amoroso