quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Um livro que ensina a compreender a importância do Silêncio e da Meditação


Breve ensaio sobre a meditação
de Pablo d’Ors

Data publicação: 2014
Páginas: 152
Colecção: Poéticas do Viver Crente

Sinopse
Este pequeno livro é uma jóia. A sua edição em Espanha alcançou um sucesso enorme, sendo considerado uma das surpresas do ano. O segredo talvez esteja no facto de Pablo d’Ors, o seu autor, não nos apresentar uma teoria, mas sim a sua experiência pessoal com os espaços de silêncio, propícios a um encontro consigo mesmo. Num mundo tão acelerado e ruidoso essa escolha pode parecer um dispêndio inútil, e à sua maneira é. Mas há "tempos inúteis" que são portas abertas para o desfrute gratuito e reconciliador, para o mergulho nas profundezas, para a reaprendizagem da arte de existir. «Estou convencido de que fui eu que configurei esta caminhada espiritual que tenciono explicar nestas páginas. Não quero dizer que não tenha sido orientado por leituras luminosas nem que não tenha recebido conselhos pertinentes de alguns mestres de meditação. Contudo, tenho a impressão de que fui eu e só eu quem caminhou, guiado pelo meu mestre interior, até onde agora me encontro. É verdade que, a princípio, tudo me parecia mais importante do que meditar; mas chegou o momento em que sentar-me e não fazer outra coisa além de estar em contacto comigo mesmo, estar presente a mim próprio, me parecia o mais importante. A meditação concentra-nos, devolve-nos a casa, ensina-nos a conviver com o nosso ser. Sem essa convivência connosco mesmos parece-me difícil, para não dizer impossível, uma vida que se possa qualificar de humana e digna.» O leitor que pegar neste livro vai querer tê-lo consigo sempre.

Excertos
«Sentar-me a meditar, em silêncio e quietude, foi algo que comecei por minha conta e risco, sem que al guém me tenha dado quaisquer noções básicas ou me tenha acompanhado nesse processo. A simplicidade do método – sentar-se, respirar, calar os pensamentos... – e, sobretudo, a simplicidade da sua pretensão– reconciliar o homem com o que é − seduziram-me desde o princípio. Como sou de temperamento forte e perseverante, mantive-me fiel durante vários anos a esta disciplina de, simplesmente, me sentar e me re colher; depois, compreendi que se tratava de aceitar de bom grado o que viesse, fosse o que fosse.» (p. 7)

«Comprovei que ficar em silêncio consigo próprio é muito mais difícil do que tinha suspeitado antes de o haver tentado.» (p. 12)
«Sabemos que aceitámos um sofrimento quando extraímos dele algum bem, e consequentemente damos graças por tê-lo padecido.» (p. 62)

«O nosso problema na vida é precisamente este: as hesitações, os medos, as dúvidas sistemáticas, o medo de viver. É mias inteligente lançar-se na aventura.» (p. 118)
O autor
Nasceu em Madrid, em 1963, e é neto do célebre crítico de arte espanhol, Eugénio d'Ors. Estudou em Nova Iorque e na Alemanha, onde conheceu e foi discípulo do monge e teólogo Elmar Salmann. Foi ordenado sacerdote católico em 1991 e esteve em missão nas Honduras. Regressado à Europa para um novo ciclo de estudos, doutorou-se em Teologia com a tese Teopoética. Teologia da experiência literária. Desde então, a trabalhar em Espanha, numa dupla vertente, cultural e pastoral, é atualmente professor de Teatro e Literatura, dirige um laboratório de escrita criativa e é capelão do Hospital Ramón y Cajal. Foi o fundador do seminário espiritual aberto "Buscadores de la Montaña", de que continua a ser animador. Foi crítico literário no diário espanhol Abc, e, pelo seu trabalho intelectual publicado, recebeu o Prémio Celestina (1988) e foi finalista do Prémio Herralde (2000).


Outra novidade da editora: Quando Hitler Quis Raptar o Papa, de Mario Dal Bello.

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