quarta-feira, 30 de abril de 2014

Alimentação recomendada para quem vive com o cancro

Nutrição, prevenção e tratamento
de Christine Bailey
 
Data publicação: 09/05/2014

Páginas: 160

Editora: Arte Plural Edições
Sinopse
Uma alimentação equilibrada e saudável é fundamental quando se vive com cancro. Todas as pesquisas científicas revelam que aquilo que comemos pode ajudar na prevenção do cancro, e tem um impacto determinante na nossa saúde e no bem-estar antes e durante os tratamentos oncológicos, bem como no período de recuperação. No entanto, além de o cancro poder afetar drasticamente o apetite, muitas vezes a pessoa sente-se demasiado cansada, doente ou stressada para preparar uma refeição nutritiva e equilibrada. Alimentação Anticancro mostra-lhe como preparar refeições, snacks e bebidas simples e cheias de ingredientes nutritivos que irão reforçar a sua energia física - e psicológica. 
Desenvolvido em colaboração com o Penny Brohn Cancer Care, e com base na sua experiência de mais de 30 anos de nutrição oncológica, este livro é dirigido às necessidades específicas de quem vive com cancro, seja em fase de tratamento ou de recuperação. As receitas que encontra ao longo destas páginas destinam-se a colmatar falhas nutricionais, aliviar alguns dos sintomas mais comuns e complementar o programa de tratamento oncológico prescrito. Estas receitas deliciosas são de confeção simples, altamente nutritivas, de digestão fácil e vão garantidamente aumentar os seus níveis de energia e de bem-estar. 
Mais de 70 receitas de batidos e sumos; pequenos-almoços, sopas e snacks; refeições completas; sobremesas e doces - todas elas bastante nutritivas, indicadas para as necessidades específicas de quem vive com cancro, e ricas em ingredientes ativos na prevenção e no tratamento oncológico. 
Este livro apresenta ainda informação detalhada sobre nutrição oncológica, uma lista de perguntas mais frequentes de pacientes oncológicos e dos seus familiares ou parceiros, planos diários e semanais de nutrição, e conselhos e receitas destinados especialmente ao alívio de sintomas como náusea, fadiga, problemas digestivos e falta de apetite.
Christine Bailey tem um mestrado em Ciências e é nutricionista, consultora de saúde e alimentação, chef de cozinha e professora de artes culinárias. Pertence à associação Guild of Health Writers e escreve para várias revistas de saúde e alimentação. Ministra cursos e workshops, presta serviços de consultoria a autoridades locais e escolas, e colabora com uma série de organizações não governamentais e de solidariedade social, incluindo a World Cancer Research Fund UK.  

Outras obras da autora com a chancela Arte Plural:
100 Receitas Para Bebés (2014), A Dieta da Comida Crua (2012) e A Dieta dos Sumos (2011).
Outro livro recomendado: Anticancro, de David Servan-Schreiber

terça-feira, 29 de abril de 2014

A FOX Life está a sortear 20 exemplares de romance erótico escrito sob pseudónimo

A FOX Life tem 20 livros para oferecer de Hoje é Melhor do Que Para Sempre, de S. D. Gold, que estará nas livrarias a partir de 9 de Maio.
http://foxlife.canais-fox.pt/passatempos/passatempo-livro-hoje-e-melhor-do-que-para-sempre-fox-life
Clica na imagem para te habilitares a ganhar um exemplar

Está quase a ser lançado um romance erótico, que promete...

Uma história sobre sexo, volúpia, prazer, sensualidade, desejo e paixão. Mas também sobre o amor e a vida. Uma viagem com poucos limites e muitos desafios, para o corpo e para a mente.
Página do livro no Facebook

O primeiro livro de uma autora portuguesa cuja identidade é um mistério que nunca poderá ser revelado.

«Oscar Wilde Para Inquietos» é o novo livro de Allan Percy

Sinopse
Oscar Wilde para inquietos (nas livrarias a partir de 6 de Maio) é uma aula de filosofia extraída da vida e da obra do consagrado autor de O Retrato de Dorian Gray. Nas frases ditas por Wilde ou nas expressas pelas suas célebres personagens, encontramos uma ironia única e uma sabedoria imortal que refletem o brilhantismo de um homem que aproveitou ao máximo os prazeres da vida, sem deixar de a observar criticamente. "As riquezas vulgares podem roubar-se, mas nunca as riquezas de verdade. Na sua alma há coisas infinitamente preciosas que jamais alguém lhe poderá arrebatar." - Oscar Wilde
Outras obras do autor: A Cura Espiritual de Siddhartha (Estrela Polar, 2011) e Nietzsche Para Stressados (Pergaminho, 2010).

«Lanzarote – A Janela de Saramago» é publicado a 9 de Maio

(capa)
(contracapa)

Lanzarote – 
A Janela de
Saramago

 
de João Francisco
Vilhena
e José Saramago


Págs.: 104
Capa: Dura

Editora: Porto Editora
Data publicação: 9 Maio

Sinopse
Livro concebido pelo fotógrafo João Francisco Vilhena, com textos dos Cadernos de Lanzarote, de José Saramago, a partir do seu encontro com o escritor na ilha onde este fincará as raízes que darão lugar à segunda parte da sua vida literária, numa profunda ligação com a natureza – qual regresso às origens, narradas n’As Pequenas Memórias – e face à aproximação da velhice e da morte. Um livro belíssimo sobre o sentido da vida e da escrita, uma homenagem a Saramago no momento em que se comemoram os quinze anos da atribuição do Prémio Nobel.

Poema de Vasco Graça Moura

princípio do prazer  

à sua volta os pombos cor de lava
nos arabescos pretos do basalto
e gente, muita gente que passava
e se detinha a olhá-la em sobressalto

no seu olhar havia uma promessa
nos seus quadris dançava um desafio
num relance de barco mas sem pressa
que fosse ao sol-poente pelo rio

trazia nos cabelos um perfume
a derramar-se em praias de alabastro
e um brilho mais sombrio quase lume
de fogo-fátuo a coroar um mastro

seu porte altivo punha à vista o puro
princípio do prazer que caminhava
carnal e nobre e lúcido e seguro
com qualquer coisa de uma orquídea brava

e nas ruas da baixa pombalina
sua blusa encarnada era a bandeira
e o grito da revolta na retina
de quem fosse atrás dela a vida inteira.

Vasco Graça Moura, in Antologia dos Sessenta Anos


domingo, 27 de abril de 2014

Poema de Vasco Graça Moura

Soneto do Amor e da Morte

quando eu morrer murmura esta canção
que escrevo para ti. quando eu morrer
fica junto de mim, não queiras ver
as aves pardas do anoitecer
a revoar na minha solidão.

quando eu morrer segura a minha mão,
põe os olhos nos meus se puder ser,
se inda neles a luz esmorecer,
e diz do nosso amor como se não

tivesse de acabar, sempre a doer,
sempre a doer de tanta perfeição
que ao deixar de bater-me o coração
fique por nós o teu inda a bater,
quando eu morrer segura a minha mão.

Vasco Graça Moura, in Antologia dos Sessenta Anos


Novidades Bertrand e Quetzal: «A Beleza e a Dor da Guerra» e «Felizes os Felizes».


A Beleza e a Dor da Guerra, de Peter Englund
Felizes os Felizes, de Yasmina Reza


Vasco Graça Moura faleceu hoje

https://www.facebook.com/silenciosquefalam/photos/a.187362988008873.45353.178784915533347/635890733156094/?type=1&theater

sexta-feira, 25 de abril de 2014

«Autobiografia», de Thomas Bernhard

Editora: Sistema Solar
Data de Publicação: Jan. 2014
N.º de Páginas: 544

Da bibliografia do escritor austríaco Thomas Bernhard (1931-1989) consta romances, peças de teatro e ensaios. Cinco desses livros, (1) A Causa (Die Ursache, 1975), (2) A Cave (Der Keller, 1976), (3) A Respiração (Der Atem, 1978), (4) O Frio (Die Kälte, 1981) e (5) Uma Criança (Ein Kind, 1982), são de cariz autobiográfico e foram coligidos todos num só volume, intitulado Autobiografia. São mais de quinhentas páginas que traçam a primeira vintena de anos da vida daquele que é considerado um dos mais importantes escritores germanófonos da segunda metade do século XX. São esses relatos narrados na primeira pessoa que a editora Sistema Solar publicou recentemente.
As origens, a infância e adolescência perturbantes marcaram profundamente o carácter e intelecto do autor, como é revelado no primeiro livro, que divide-se em duas partes: Grϋnkranz e Tio Franz. Na primeira, o narrador tem treze anos e relata o quotidiano no primeiro dos internatos em que estivera, em 1943. Os constantes bombardeamentos na cidade de Salzburgo, as lições de violino com o professor Steiner e a rigidez disciplinar que ele e os colegas eram sujeitos pelo director desse internato nacional-socialista, nazi, são dados a conhecer ao leitor, assim como a confissão que fora nessa idade precoce que pensara ininterruptamente no suicídio. Na segunda parte do primeiro volume, sabemos que Franz fora um sacerdote católico que substituiu o austero director, contudo «agora cantávamos cânticos religiosos quando antes tínhamos cantado canções nazis» e «crescemos entalados entre o catolicismo e nacional-socialismo e fomos por fim esmagados entre Hitler e Jesus Cristo», revela Bernhard. Antes de passarmos para o segundo livro, somos apresentados à pessoa mais importante na vida do narrador: o avô, com quem dava passeios e por quem era instigado a observar a Natureza e a psique humana.
Em A Cave, é-nos contado a sua permanência como aprendiz numa mercearia situada no bairro de Scherzhauserfeld, um dos bairros mais mal-afamados de Salzburgo. Em vez de ir para o liceu o rapaz de dezasseis anos foi para esse que viria a tornar-se o seu único «refúgio». Se o seu avô ensinara-lhe a observar as pessoas a grande distância, Podlaha, o dono do estabelecimento comercial, confrontava-lhe directamente com elas, e assim foi também esse homem um grande professor para ele. Nessa altura ele retoma com as lições de música, uma das paixões da sua vida.
No livro escrito em 1978, Bernhard descreve a sua estada no hospital de Salzburgo, quando lhe é diagnosticado pleureisia. Este será apenas o primeiro de muitos internamentos a que ele será sujeito. Aos dezassete anos ele lida com a sua doença grave e com as mortes do avô (em 1949) e da sua mãe (em 1950), que o abalam profundamente. A ligação ao avô era tão forte que após o avô morrer ele diz ter começado uma segunda existência. Thomas ainda estava em luto quando é transferido do hospital para uma casa de repouso para convalescer (mas afinal era um lugar para onde ia os casos mais graves, «casos dados como perdidos»). Já no sanatório ele descobre a leitura, subitamente como algo determinante para a sua vida: «Com a leitura venci eu também os abismos que aí se abriam a todo o momento e pude salvar-me dos estados de espírito que só visavam a destruição.»
No quarto volume autobiográfico, Thomas Bernhard faz um relato minucioso da sua estadia no sanatório para tuberculosos (em tom irónico relata como um exame seu fora trocado e um diagnóstico grave revelado) e conta o seu “despertar para a vida”, que o salvou da morte que já o “tentava” desde há muito.
Em Uma Criança o autor retorna aos seus oito anos, lembra o quanto a inexistência da figura paternal moldou a sua personalidade e descreve a relação bastante conflituosa com a mãe, que o repudiava.
Autobiografia é um livro de não-ficção que se lê como um romance. Para quem não conhece o autor e a celeuma que os seus escritos e entrevistas provocaram na Áustria, enquanto era vivo, a leitura deste livro é um abrupto abanão na nossa consciência e reflexão para assuntos como Educação, Pátria, Política, Religião, Medicina, Morte, Suicídio. Com uma técnica narrativa original, provocadora, irónica, por vezes musical, por vezes bruta, o autor consegue prender ininterruptamente o leitor às páginas da sua vida. Nietzsche escreveu que aquilo que não nos destrói, nos fortalece; podemos afirmar que os infortúnios (guerra, doenças, miséria, etc.) por que Thomas Bernhard passou o moldaram num ser mais resiliente e maduro, e essas experiências do degredo impregnaram toda a sua natureza e índole. Uma nota para a tradução rigorosíssima de José A. Palma Caetano.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Segundo volume da série bestseller NYPD Red, de James Patterson, chegou hoje às livrarias

 
NYPD Red: À Margem da Lei
de James Patterson e Marshall Karp
 
Data publicação: 24/04/2014
Páginas: 336
Editora: TopSeller
 
Sinopse
A NYPD Red enfrenta agora o seu inimigo mais perigoso de sempre.
Há um serial killer à solta em Nova Iorque, perseguindo e assassinando criminosos que conseguiram escapar à Justiça. À medida que o número de vítimas deste justiceiro por conta própria aumenta, cada vez mais nova-iorquinos o apoiam.
O detetive Zach Jordan e a sua parceira Kylie MacDonald são destacados para o caso quando mais uma pessoa, uma mulher ligada à campanha eleitoral de um dos candidatos à Câmara de Nova Iorque, é assassinada. Zach e Kylie têm de descobrir quais são as verdadeiras motivações deste assassino, uma vez que por detrás deste último crime se escondem segredos da ordem da vida pública e privada. No entanto, Kylie tem agido de forma estranha, e Zach teme que o que quer que se esteja a passar com a sua parceira possa pôr em risco o maior caso das suas carreiras.
 
          Outros livros do autor com a chancela Topseller:
http://www.topseller.pt/livros/nypd-red-a-margem-da-lei

Novo livro de Gustavo Santos entre as novidades d'A Esfera dos Livros

A Força das Palavras, de Gustavo Santos
Francisco - Vida e Revolução, de Elisabetta Piqué
Jogos de Poder, de Paulo Pena
Do Primeiro Quilómetro À Maratona, de Jéssica Augusto
O Ataque aos Milionários, de Pedro Jorge Castro
  


Campanha LIDEL e APEL: Ler Em Todo o Lado

De 21 a 24 de Abril há descontos nos livros da Lidel até 40%
Todas as informações em: http://bit.ly/todolado_lidel
Agarra esta oportunidade e boas leituras!

Dois recentes lançamentos da Gradiva


Cometa, de Carl Sagan e Ann Druyan

A Sereia Muçulmana, de João Céu e Silva 

Informações sobre estes e outros lançamentos da Gradiva 




VIH retratado em «Comprimidos Azuis», uma novela gráfica multipremiada

 

de Frederik Peeters
 
Título original: Blue Pills
Dimensão: 170 x 240 mm
Páginas: 200
Editora: Devir
 
Sinopse
Um casal como outro qualquer: os encontros fugazes, a magia do enamoramento, uma vida em comum com uma criança. Mas nesta história de cunho autobiográfico, a intimidade com a doença e o espetro da morte desafiam o amor e os laços do jovem casal. As pranchas de Peeters complementam a narração com imagens de silêncio e inquietude, naqueles momentos em que a vida se suspende em interrogação profunda, e é necessário convocar todas as energias vitais para proteger um horizonte de felicidade, indefeso de certezas. Uma obra dedicada a todos os que apreciam desenrolar os novelos da paixão, sabem que sem dedicação a vida não é a dois e para apaixonados pela vida de carne e osso.  
Esta obra cheia de emoções vivas apelará aos leitores da Biblioteca de Alice e a sua qualidade e esmero de edição tornam-na numa prenda especial. 
 
Prémios
Vencedor do prémio Rodolphe Töpffer para a jovem banda desenhada de Genebra, em 2001; Prémio Alph’Art, na Polónia, em 2002; e Blue Pills também ganhou o 'Premio La Cárcel de Papel' em Espanha.
http://www.wook.pt/ficha/comprimidos-azuis/a/id/14659036
Críticas sobre Comprimidos Azuis na blogosfera:
aqui (por Miguel Gonçalves) e aqui (por Pedro Cleto).
O autor
Frédérik Peeters (nascido em 13 de agosto de 1974, em Genebra) é um romancista gráfico suíço contemporâneo. Ele recebeu seu bacharelado de artes em Comunicação Visual pela Ecole Supérieure d'Arts Apliqués em 1995. Peeters actualmente vive em Genebra. 
Sítio na web do autor: www.frederikpeeters.com

Outra novela gráfica publicada pela Devir: Anne Frank



quarta-feira, 23 de abril de 2014

«O Café dos Porquês», de John P. Strelecky

Editora: Sinais de Fogo
Ano de Publicação: 2007
N.º de Páginas: 148

John, Casey, Mike e Anne, são os personagens do primeiro livro que o autor americano John P. Strelecky (n. 1969) escreveu: The Why Café. Nele, é-nos traçado a história de um homem que anda à nora, à procura de um significado na vida. Numa noite John sai de casa para fugir à frustração que lhe inquieta a mente e conduz sem rumo, pelas ruas da cidade americana onde reside. Após ter-se distanciado muito além da zona limítrofe da sua localidade ele vê-se perdido e sem combustível no carro. Há muito que a sua zona de conforto (em dupla figuração) fora posta à prova e o receio do desconhecido paralisa o seu eu. Ao vislumbrar ao longe umas luzes de néon a assinalar a existência de um pequeno café, John segue caminho até lá, até porque tal como o gasóleo a sua fome já entrara na reserva. Casey, a simpática empregada do ‘Why Café’, um «lugar onde uma pessoa poderia sentar-se e ficar a conversar com amigos durante muito tempo», logo deu as boas-vindas ao novo cliente e apresentou-lhe o livro da ementa. Há que salientar que a frustração que este homem apresentava desaparecera por completo após entrar no café, qual efeito de mágica. Após pedir a comida John virou a ementa e leu o que estava na contracapa: «Assuntos Para Pensar Enquanto Espera: Por que razão está aqui? Receia a morte? Sente-se realizado?». Ao fazer a si próprio essas perguntas sentiu uma grande clarividência a brotar da sua consciência, como que de um momento do despertar se tratasse. Assim que deu resposta às três questões, a razão da sua existência, para qual veio ao mundo, o motivo para estar vivo, “apareceu-lhe” nitidamente à frente. Na conversa que durou várias horas, madrugada dentro, falou com o cozinheiro e uma das clientes habituais desse café que “estimulava” os clientes para a reflexão. Quando John saiu de lá vinha muito mais reconfortante, física e emocionalmente: «aquela noite no café mudou a minha vida».
A mensagem de O Café dos Porquês é a de que todos nós temos, neste momento preciso, do aqui e agora, a oportunidade de recomeçar o que foi-nos predestinado desde a nossa nascença. Tal como o protagonista desta história, também o leitor iniciará uma extraordinária reflexão sobre os porquês de acontecer algo menos bom em determinadas fases na vida. O autor tem o poder de abrir os olhos para as mudanças que estão ao alcance de todo o leitor. E tudo através de uma história simples, mística é certo, mas que aborda questões profundas sobre o sentido da vida.
Desde o ano da sua publicação, 2003, a obra já foi traduzida em inúmeros idiomas e tem sido comparada a livros como Fernão Capelo Gaivota (Richard Bach) e O Alquimista (Paulo Coelho). John P. Strelecky nos últimos dez anos escreveu três outras obras: Life Safari, The Big Five for Life e How to be Rich and Happy. Para gáudio dos leitores de O Café dos Porquês o autor lançou em Janeiro de 2014, no Amazon.com, em formato e-book, a sequela desta história: Return To Why Café. A edição em papel está prevista para estar disponível em finais deste mês de Abril. Resta saber se a Sinais de Fogo o publicará em Portugal, em breve.

terça-feira, 22 de abril de 2014

«Amigos», de Eric Carle

Editora: Kalandraka
Data de Publicação: Fev. 2014
N.º de Páginas: 32

Amigos é uma história inspirada numa amizade que Eric Carle manteve com uma amiga, de que não lembra já o nome, mas de que lhe resta apenas uma fotografia tirada a ambos, abraçados (ver foto), os dois então crianças com três anos de idade, em 1932, em Nova Iorque. Aos seis anos o pequeno Eric mudou-se para a Alemanha e desde essa altura que perdeu o contacto com a amiga. Todavia as recordações de brincadeiras, confidências, essas, nunca deixaram de habitar o imaginário do autor. Para evocar o quanto essa amizade marcou a sua vida, o ilustrador e escritor de livros infantis como O Artista Que Pintou um Cavalo Azul e Sonho de Neve, agora com oitenta e quatro anos, publicou Friends, em Novembro de 2013, nos Estados Unidos. No fim de Fevereiro passado a Kalandraka disponibilizou nas livrarias a edição portuguesa do livro: Amigos.
Na história, contudo, quem parte não é o amigo, mas a amiga. É ele que sente mais o abandono, ela é que partira, deixando-o sozinho. Perante tal vicissitude dolorosa emocionalmente para uma criança, o menino não fica a lamentar a perda, mas imbuído de coragem e optimismo inícia uma busca que revela-se recompensante. Mas para o “reencontro” acontecer o menino terá que passar por um teste sensorial, que o despertará para os elementos da Natureza: a erva molhada, o cheiro da terra, o som da chuva, a dureza de subir uma montanha, etc. Afinal, quando perde-se algo ou alguém de que ou quem gosta-se somos capazes de mover montanhas para estar novamente com o que e quem gostamos.
Amigos é um livro visualmente atractivo, que estimula os sentidos, por efeito das cores fortes e da simulação de textura, que não revela-se pelo toque mas que, devido à técnica de recorte e colagem utilizadas pelo autor nas figuras e imagens, quase se sente. A temática abordada neste álbum irá certamente criar reminiscências a qualquer adulto. Afinal, todos já nos separámos de algum amigo, por motivos diferentes, numa certa altura de nossa existência. Para Eric Carle a amizade pode ser sempre recuperada. Amigos aborda também o tema das mudanças que acontecem ao longo do desenvolvimento do ser humano, e ao longo da vida. Deixar a mensagem às crianças de que o sentimento de perda é algo que temos de estar preparados, desde tenra idade, foi também intenção de Carle.

Eric e a amiga, em 1932 (foto tirada do livro)


Das cartas de amor de Napoleão Bonaparte e Victor Hugo



«Perdoa-me, amor da minha vida, pois a minha alma está desfeita por forças conflituosas. E o meu coração, obcecado por ti, encontra-se repleto de lágrimas que me prostram, me ajoelham…» (p. 38)
Napoleão Bonaparte para Josefina de Beauharnais, 1795

«Tudo o que me acalma ou o que me agita — o que me alegra ou entristece, o que brilha na noite, a meu lado, e me ilumina mil vezes mais do que o candeeiro (…)— é a tua imagem, a recordação de que existes, de que me amas, de que me esperas, de que pensas em mim.» (pp. 58-59)
Victor Hugo para Juliette Drouet, 1851

Excertos do livro As Mais Belas Cartas de Amor e Paixão (Nascente, 2014)


Texto Editores publica obra sobre o terramoto de Lisboa de 1755

Ira, ruína e razão no grande terramoto de Lisboa de 1755
de Nicholas Shrady
Título original: The Last Day: Wrath, Ruin, and Reason in the Great Lisbon Earthquake of 1755
Data publicação: 22/04/2014
Páginas: 248
Editora: Texto Editores
Sinopse
O grande terramoto de Lisboa, que aconteceu na manhã do Dia de Todos os Santos de 1755, não foi um mero abalo - foi um momento que desestabilizou os pilares de uma ordem social inveterada e enviou ondas de choque através do mundo ocidental.
Terra, água, vento e fogo - todos conspiraram para produzir uma catástrofe particularmente infernal. Aos fortes tremores de terra, seguiram-se três ondas gigantes que se abateram sobre a zona ribeirinha, e fortes ventos inflamaram durante cinco dias os fogos causados pelo tremor de terra.
Lisboa não foi só dizimada - foi aniquilada. O acontecimento levou ao equivalente do século XVIII de um frenesim mediático - e originou uma sucessão de desenvolvimentos fascinantes, como o primeiro esforço concertado de preparação para catástrofes, reformas sociais, planeamento urbano e o nascimento da sismologia.
Nicholas Shrady é escritor e jornalista, contando-se entre os seus livros Sacred Roads e Tilt.
Publicou artigos nas revistas Architectural Digest, Travel & Leisure, Forbes e The New York Times Book Review. Vive em Barcelona.  

Outra das novidades da Texto Editores: O Conde Negro, de Tom Reiss, autor que venceu o Pulitzer de 2013 na categoria de Biografia.


segunda-feira, 21 de abril de 2014

Os poderes do Perdão, para ler em obra escrita pelo Prémio Nobel da Paz 1984



O caminho para a reconciliação consigo e com os outros
de Desmond M. Tuttu e Mpho A. Tutu

Título Original: The Book of Forgiving – The four-fold path for healing ourselves and our world
Tradução: Isabel Andrade
Páginas: 236
Data de Publicação: 15 Abril 2014
Sinopse
O Livro do Perdão foi escrito pelo Arcebispo e Prémio Nobel da Paz (1984) Desmond Tutu em coautoria com a filha, Mpho, sacerdote da Igreja Episcopal. Expõe as verdades simples sobre o significado do perdão. Todos precisamos de saber como concedê-lo e recebê-lo, e de tomar consciência de que perdoar é a maior dádiva que podemos oferecer a nós mesmos quando nos sentimos injustiçados. Segundo uma perspetiva inovadora, explica como se processa o ciclo do perdão e os quatro passos para lá chegar. Todos nós, sem exceção, podemos passar pela experiência emocional e profundamente terapêutica de perdoar e ser perdoados. Um livro que inspirou práticas pioneiras e bem-sucedidas em países que passaram por graves conflitos internos.


Críticas
«Um procedimento inovador que nos permite reconhecer e lidar com a angústia e o sofrimento… Um novo paradigma que assenta na capacidade transformadora do perdão.» | Annie Lennox, cantora

«Esta obra retira o halo de mistério que tantas vezes envolve o perdão e é também um manual que nos revela a mais libertadora de todas as capacidades humanas em toda a sua complexidade.» | Krista Tippett, apresentadora do programa On Being, emitido pela NPR

«Um guia fundamental que nos ajuda a encontrar o caminho para o bem-estar e a recuperar o equilíbrio biológico, mental e espiritual.» | Deepak Chopra, autor de Soluções Espirituais

Os autores
O Arcebispo Emérito Desmond M. Tutu foi distinguido com o Prémio Nobel da Paz em 1984 e com o Prémio Templeton em 2013. É membro fundador da organização internacional não-governamental The Elders, tendo sido seu presidente entre 2007 e 2013. Em 1986 foi eleito Arcebispo da Cidade do Cabo, o mais elevado cargo hierárquico da Igreja Anglicana na África do Sul. Em 1994, Nelson Mandela nomeou o Arcebispo Desmond Tutu presidente da Comissão para a Verdade e Reconciliação, cargo em que desenvolveu uma atividade pioneira para ajudar países que tivessem passado por conflitos internos graves. Em 2009, os Estados Unidos da América distinguiram-no com a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta condecoração de cidadania concedida por este país.

Mpho A. Tutu filha de Desmond e Leah Tutu, é atualmente diretora da Desmond & Leah Tutu Legacy Foundation. É casada com Joseph Burris e tem duas filhas, Nyaniso e Onalenna.


Excerto: «Em criança, foram muitas as noites em que, impotente, tive de assistir ao meu pai a agredir verbal e fisicamente a minha mãe. Ainda me recordo do cheiro a álcool, do medo estampado nos seus olhos e do desespero impotente que sentimos quando vemos pessoas que amamos magoarem‑se umas às outras de forma incompreensível. Desejo que ninguém passe por essa experiên­cia, sobretudo uma criança. Quando volto a essas memórias, sinto vontade de agredir o meu pai, como ele fazia à minha mãe, e de forma que eu não era capaz em criança. Vejo o rosto da minha mãe e recordo aquele ser humano gentil que eu amava tanto e que não fazia nada para merecer a dor e o sofrimento que lhe eram infligidos.
Quando me recordo desta história, apercebo‑me de como o pro­cesso de perdoar é tão difícil. Racionalmente, sei que o meu pai cau­sou sofrimento, porque ele próprio estava a sofrer. Espiritualmente, sei que a minha fé me diz que o meu pai merece ser perdoado como Deus nos perdoou a todos. Apesar disso, continua a ser difícil fazê‑lo. Os traumas que testemunhámos ou que vivenciámos continuam vivos na nossa memória. Até mesmo anos mais tarde, eles podem reavivar a dor dentro de nós sempre que os recordamos.
Sente‑se magoado e em sofrimento? Trata‑se de uma dor nova ou de uma ferida antiga ainda por sarar? Lembre‑se de que aquilo
que lhe foi feito foi errado, injusto e imerecido. Você tem razão para se sentir indignado. E é perfeitamente natural que queira retaliar, magoando a outra pessoa se ela também o magoou. No entanto, respondermos dessa forma raramente nos satisfaz. Pensamos que sim, mas a verdade é que não. Se eu lhe der uma bofe­tada depois de você me ter dado uma a mim, isso não atenua a dor do que ainda sinto na cara, nem diminui a minha tristeza pelo facto de você me ter agredido. Na melhor das hipóteses, o que a retaliação faz é muito simplesmente permitir um breve período de acalmia da dor emocional que sentimos. A única maneira de vivermos a experiência da cura e da paz é perdoarmos. Enquanto não formos capazes de perdoar, permaneceremos fechados na nossa própria dor e afastados da possibilidade de vivermos a experiência da cura e da liberdade, privados da possibilidade de nos sentirmos em paz.
Sem o perdão, ficamos prisioneiros da pessoa que nos fez mal. Ficamos ligados a ela por grilhões de amargura, presos a ela e encurralados. Enquanto não perdoarmos, ela será a guardiã da chave da nossa felicidade; será o nosso carcereiro. Quando per­doamos, reassumimos o controlo do nosso próprio destino, bem como dos nossos sentimentos. Tornamo‑nos os nossos próprios libertadores. Não perdoamos para ajudar a outra pessoa. Não perdoamos pelos outros. Perdoamos por nós mesmos. Por outras palavras, o perdão é a melhor forma de manifestarmos interesse por nós próprios. Isto é verdade tanto em termos espirituais como científicos.» (pp. 23-24, Cap. I - Porquê Perdoar?).