segunda-feira, 22 de maio de 2017

O tão esperado segundo romance da autora de «O Deus das Pequenas Coisas»

Vinte anos após o enorme sucesso internacional que foi O Deus das Pequenas Coisas, a escritora indiana Arundhati Roy, de 55 anos, publica o seu segundo romance: O Ministério da Felicidade Suprema (The Ministry of Utmost Happiness). O livro chega às livrarias portuguesas na primeira semana de Junho com a chancela das Edições Asa.

Texto sinóptico
Num cemitério da cidade, Anjum desenrola um tapete persa puído entre duas campas. Num passeio de betão surge um bebé, como que do nada, num leito de lixo. Num vale coberto de neve, um pai escreve à filha de cinco anos, falando-lhe do número de pessoas que estiveram presentes no seu funeral.

Num apartamento, sob o olhar atento de uma pequena coruja, uma mulher solitária alimenta uma osga até à morte. E, na Jannat Guest House, duas pessoas dormem abraçadas como se tivessem acabado de se conhecer.

Uma viagem íntima pelo subcontinente indiano, desde os bairros superlotados da Velha Deli e os centros comerciais reluzentes da nova metrópole às montanhas e os vales de Caxemira, com um elenco glorioso de personagens inesquecíveis, apanhadas pela maré da História, todas elas em busca de um porto seguro. Contada num sussurro, num grito, com lágrimas e gargalhadas, é uma história de amor e ao mesmo tempo uma provocação. Os seus heróis, presentes e defuntos, humanos e animais, são almas que o mundo quebrou e que o amor curou. E, por este motivo, nunca se renderão.
 

sábado, 20 de maio de 2017

Companhia das Letras é a nova editora de Alexandra Lucas Coelho

E a Noite Roda, obra que foi galardoada com o Grande Prémio de Novela e Romance da Associação Portuguesa de Escritores, chegou no dia 17 deste mês às livrarias numa nova edição a cargo da Companhia das Letras. Este romance de estreia de Alexandra Lucas Coelho, uma das mais premiadas jornalistas portuguesas, foi publicado pela primeira vez em 2012.

Texto sinóptico
«Afinal, esse amor, está onde?»
Ana e Léon conhecem-se em Jerusalém, na véspera da morte de Yasser Arafat. Ana é catalã, repórter e vive sozinha. Léon, também repórter, vive na Bélgica, com a mulher e os filhos. Juntos, calcorreiam Israel e os Territórios Palestinianos Ocupados: Gaza, Cisjordânia, Jerusalém Oriental.
Nesses dias de tumulto político, germina um romance intenso e carnal, vivido intermitentemente, pontuado por encontros na Europa — Paris, Mancha, Madrid, Roma, Catalunha — e regressando sempre ao lugar onde tudo começou. Os dois adivinham que o romance tem o tempo contado, mas não resistem a acrescentar-lhe dias. Anos mais tarde, em Damasco, pouco antes de rebentar a guerra síria, Ana conta-nos a história desse amor possível. Escreve «para acabar com a história», escreve «para que a história comece».

Outros livros da autora:
Romances: O meu amante de domingo e Deus-dará.
Livros de reportagem-crónica-viagem: Oriente próximo, Caderno afegão, Viva México, Tahrir e Vai, Brasil.

Entre as novidades deste mês da Gradiva contam-se livros de Umberto Eco e Eduardo Lourenço

Não Contem com o Fim dos Livros
Umberto Eco e Jean Claude Carrière

Texto sinóptico
Há muito que se ouve anunciar a morte dos livros. Mas os autores desta obra negam essa possibilidade, pois o fim dos livros determinaria também o da espécie humana. Inúmeros episódios e referências culturais, muito humor e a indispensável ironia juntam se numa obra inteligente e estimulante.

Da Pintura
de Eduardo Lourenço

Texto sinóptico
Uma obra sobretudo com textos inéditos que entram pelo mundo da arte, e da pintura em particular, com páginas preenchidas de sabedoria, experiência e interesse, ou não fosse Eduardo Lourenço um dos grandes pensadores contemporâneos. Dividido em três secções — Estética, Exposições, Pintores —, o percurso aqui proposto é abrangente.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

O grande romance sobre o País Basco


A Hora de Acordarmos Juntos
de Kirmen Uribe

Texto sinóptico
Karmele Urresti é surpreendida pela Guerra Civil na sua cidade natal, Ondarroa, no País Basco. Enquanto a população foge para o exílio, ela decide ficar, tratando dos feridos e tentando libertar seu pai, que fora preso. No final da guerra, Karmele parte para a França, juntando-se à embaixada cultural, onde conhece o seu futuro marido, o músico Txomin Letamendi. Juntos, atravessam metade da Europa, até que, com Paris prestes a cair nas mãos dos alemães, fogem para a Venezuela.

Mas a História interrompe novamente as suas vidas. Txomin decide juntar-se aos serviços secretos bascos e a família regressa à Europa, em plena Segunda Guerra Mundial. Txomin acaba por ser preso em Barcelona, ficando à mercê de uma ditadura implacável. Karmele terá de arriscar e partir sozinha, levando unicamente consigo aquilo que é possível ao deixar-se para trás o que se tem de mais precioso: a esperança cega de que, de algum modo, se possa encontrar a paz.

Partindo da história real de Karmele e Txomin, A Hora de Acordarmos Juntos compõe o grande romance sobre a história basca, espanhola e europeia, do século XX aos dias de hoje: um mundo em convulsão, profundamente violento, profundamente humano.

Em www.elsinore.pt estão disponíveis para leitura imediata os primeiros capítulo do romance.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Neale Walsch vem a Lisboa em Junho

A 23 e 24 de Junho, Neale Donald Walsch estará em Portugal para apresentar Quando Deus e a Medicina se encontram, o seu novo livro, que a Albatroz publica no dia 6 desse mês. Este grande mestre espiritual e autor da série "Conversas com Deus" vem a Lisboa também ministrar duas Jornadas - colhe informações aqui - nas quais dará a conhecer melhor o trabalho da sua vida: quem somos, qual é a nossa relação com o universo e como esses ensinamentos podem ser aplicados para melhorarem todos os aspetos das nossas vidas. 

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Augusto Cury vem a Portugal em Junho

Augusto Cury, um dos autores de maior sucesso de Língua Portuguesa, com mais de 30 milhões de livros vendidos em todo o mundo, marcará presença na Feira do Livro de Lisboa, no dia 4 de Junho, às 15:30. Esta será a estreia no maior evento cultural do país deste reconhecido psiquiatra, psicoterapeuta e cientista, na qual os seus leitores o poderão conhecer na sessão de autógrafos, que decorrerá no primeiro domingo da Feira.

O Homem Mais Inteligente da História, o seu mais recente livro chegou às livrarias portuguesas em Abril, com a chancela da Pergaminho. O livro conta a jornada épica de Marco Polo, um cientista ateu, que é desafiado a estudar a inteligência do homem mais fascinante da história – Jesus – à luz das ciências humanas. Este livro é o resultado de um processo de escrita de 15 anos e de 20 anos de pesquisas e estudos por parte do autor, que quando iniciou este trabalho era ateu.
Esta obra está prevista ser adaptada para uma série de televisão internacional.

Texto sinóptico
Considerado por Augusto Cury a obra mais importante da sua carreira, este é o primeiro volume de uma coleção que vai abalar as nossas convicções e transformar a nossa visão da personagem que julgávamos conhecer tão bem. Psicólogo e pesquisador, Dr. Marco Polo desenvolveu uma teoria inédita sobre o funcionamento da mente e a gestão da emoção. Após sofrer uma terrível perda pessoal, vai a Jerusalém participar num ciclo de conferências na ONU e é confrontado com uma pergunta surpreendente: Jesus sabia gerir a própria mente? Ateu convicto, Marco Polo responde que a ciência e a religião não se misturam. No entanto, instigado pelo tema, decide analisar a inteligência de Cristo à luz das ciências humanas. Ele esperava encontrar um homem simplório, com poucos recursos emocionais.

Mas ao mergulhar na inquietante biografia de Jesus presente no Livro de Lucas, as suas crenças vão sendo pouco a pouco colocadas em xeque. Para empreender essa incrível jornada, Marco Polo vai contar com uma mesa-redonda composta por dois brilhantes teólogos, um neurocirurgião de renome e a sua assistente, a psiquiatra Sofia. Juntos, vão decifrar os sentidos ocultos num dos textos mais famosos do Novo Testamento. Os debates são transmitidos via Internet e cativam espectadores em todo o mundo - mas nem todos estão preparados para ver Jesus sob uma ótica tão revolucionária. Agora os intelectuais terão que lidar com os seus próprios fantasmas emocionais e encarar perigos que jamais imaginaram enfrentar.

domingo, 14 de maio de 2017

«O Que Viram as Flores» é o título de um novo 'thriller' psicológico

Um assassino que continua a semear o medo. Este é o mote do mais recente livro de Julia Heaberlin, um thriller psicológico eletrizante que esteve no TOP5 do Sunday Times e do USA Today Bestseller.

O Que Viram as Flores, desta autora americana de três thrillers psicológicos de grande êxito comercial, conta a história de uma rapariga que escapou às mãos de um assassino em série e que, vinte anos mais tarde, é surpreendida com o seu passado terrível.

Com um enredo intrigante, este livro tem como cenário o Texas e levanta questões sobre averdadeira identidade dos prisioneiros no correr da morte.

«O Que Viram as Flores tornou-se um fenómeno tão marcante internacionalmente que já tem direitos vendidos em vários países e, ainda, uma adaptação cinematográfica prevista. Para todos aqueles que procuram livros emocionantes, O Que Viram as Flores garantirá uma leitura intensa», garante a Bertrand Editora.
«O meu livro do ano.»
Sophie Hannah

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Ragnar Jónasson, escritor nórdico em ascensão na literatura policial, estreia-se por cá

«Um dos melhores policiais dos últimos tempos.» É assim que o New York Times descreve Neve Cega, o primeiro livro de uma empolgante série que conquistou leitores em todo o mundo e que promete agarrar os leitores portugueses da primeira à última página.

Este thriller do islandês Ragnar Jónasson, autor nórdico em ascensão na literatura policial, chega às livrarias na próxima segunda-feira e tem o selo da Topseller.


Texto sinóptico
Siglufjördur é uma pacata terra de pescadores, perdida no norte da Islândia, onde todos se conhecem e nem é preciso trancar as portas. Ari Thór Arason, um jovem polícia em início de carreira, é obrigado a deixar a sua vida em Reiquiavique e a mudar‑se para essa terra inóspita, onde nada parece acontecer.

Inesperadamente, dois eventos que não parecem ter qualquer ligação entre si perturbam a paz da vila. Uma jovem é encontrada semidespida na neve, ferida e inconsciente, e um velho e acarinhado escritor sofre uma queda mortal. Estes acontecimentos abrem caminho a uma investigação liderada por Ari.

As incessantes tempestades de neve, e a brutal avalanche posterior, acabam por isolar a vila e a investigação torna‑se cada vez mais complexa, arrepiante e… pessoal. O polícia acaba traído por aqueles em quem confiou e, sobretudo, angustiado com o perigoso assassino que continua à solta. Quando o passado da vila é finalmente desenterrado, nada fica como antes nas vidas de Ari e dos habitantes de Siglufjördur.

Das novas publicações da Editora Ponto de Fuga constam livros de Virginia Woolf e Raul Brandão

Depois de publicar em Dezembro de 2015 o livro Não Percas a Rosa / Ó Liberdade, Brancura do Relâmpago, de Natália Correia, a Editora Ponto Fuga fez chegar recentemente às livrarias dois novos livros de carácter íntimo e pessoal de dois escritores de renome: Virginia Woolf (1822-1941) e Raul Brandão (1867-1930). Ambos estes títulos seguem a mesma linha gráfica - sobrecapa em papel vegetal - do primeiro título acima referido.

Em Momentos de Vida (traduzido de Moments of Being por Eugénia Antunes), estão compilados uma mão cheias de textos autobiográficos inéditos da escritora de As Ondas. Este livro de Virginia Woolf é a grande novidade deste mês da editora.
Texto sinóptico
Encontrados entre os papéis de Virginia Woolf após a sua morte, em 1941, mas apenas divulgados em 1976, os cinco textos autobiográficos que compõem este volume, até agora inéditos em português, incluem algumas das mais belas e reveladoras páginas escritas pela autora de clássicos como Orlando ou Mrs. Dalloway. Testemunho tão afetivo quanto cerebral, Momentos de Vida propõe aos leitores uma fascinante viagem pelas profundezas da memória e do pensamento de uma das mais icónicas personalidades literárias do século XX.
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O Pobre de Pedir, de Raul Brandão, está disponível nas livrarias desde o fim da primeira semana de Abril. Esta novela publicada sob a égide dos 150 anos do nascimento desta que foi uma personalidade fundamental da literatura portuguesa do século xx, é prefaciada por João de Melo, que inicia o seu texto dizendo: «Há escritores assim: concentram no olhar e na espiritualidade do ser a poética de uma linguagem sobre o mundo, o tempo, a viagem, a condição humana e a efemeridade da vida.»

Texto sinóptico
Publicado postumamente em 1931 e reeditado pela última vez há mais de 30 anos, O Pobre de Pedir foi o último livro escrito por Raul Brandão, que o terminou dois meses antes de morrer. Sentindo o fim a aproximar-se, o autor recorreu à ficção para se confrontar com a própria mortalidade, mas acima de tudo para fazer um balanço honesto e sentido à forma como vivera.
http://pontodefuga.pt/

«O Amor do Avesso», um relato corajoso e absorvente sobre a homossexualidade

Com já vários livros de ficção publicados e premiados, O Amor do Avesso marca a estreia do espanhol Luisgé Martín (n. 1962) em Portugal. Este livro é a autobiografia de um rapaz que, ao chegar à adolescência, descobre que o seu coração está a apodrecer devido a uma «doença» maligna: a homossexualidade.

Luisgé Martín descobriu cedo que era homossexual, mas demorou a aceitá-lo. Agora dá o seu testemunho em O Amor do Avesso, uma obra que a Porto Editora publica a 18 de Maio, numa tradução de Artur Lopes Cardoso.

«Revelação memorável. O autor faz com que o amor, o desejo sexual e a moral surjam debaixo de uma nova luz que a todos diz respeito.»
El País

«Luisgé Martín desce ao inferno. Em O Amor do Avesso, o autor aborda o processo compreendido entre o descobrimento e a aceitação da sua homossexualidade. Sem papas na língua. Um nu integral.»
ABC

terça-feira, 9 de maio de 2017

«A Verdade sobre a Mentira», de María Jesús Álava Reyes

Data de publicação: 10/03/2017
N.º de páginas: 296

Commumente ouvimos dizer que a mentira tem perna curta. Todavia, a maior parte das mentiras fica por reconhecer, é um facto. O acto de mentir vai contra os padrões morais de muitas pessoas e é tido como um pecado em certas religiões. Mas a verdade é que todos mentimos, diariamente, conscientemente ou não. Desde tenra idade — as crianças começam a mentir deliberadamente a partir dos 4 anos, dizem os estudos — que a mentira começa a fazer parte da nossa vida. Como nos afirma María Jesús Álava Reyes no seu mais recente livro, a frequência com que mentimos está relacionada com certas características da nossa personalidade.
Por que mentimos tanto nas relações afetivas e de casal? Esta é a pergunta que delineia todo o primeiro capítulo do livro, onde também ficamos a saber que são os homens quem mais mentem, segundo os estudos.
Como é habitual nos livros da psicóloga espanhola, são vários os relatos de casos reais de pacientes que passaram pelo seu consultório ao longo dos seus mais de 30 anos de experiência enquanto psicoterapeuta. A partilha de casos clínicos (estão salvaguardados as identidades dos pacientes e alguns os detalhes dos episódios verídicos são propositadamente alterados) são, sem dúvida, um dos aspectos mais estimulantes nas obras desta autora.
Podemos ler na página 84: «Uns mentem para enganar-se, para justificar a sua agressividade. No entanto, outros mentem diretamente para manipular, para explorar o outro.» São vários os exemplos clínicos sobre este tópico que a autora selecionou para apresentar, que revelam que as pessoas que mentem para se aproveitarem dos que estão ao seu lado revelam na sua personalidade algum tipo de narcisismo, psicopatia ou maquiavelismo (tríade obscura).
Das doze partes que constituem A Verdade sobre a Mentira, o capítulo quarto chama especialmente a nossa atenção e interesse: aborda as mentiras no trabalho. Quem nunca teve — ou tem — colegas de trabalho que mentiam — mentem — para nos prejudicar?
Eis os contornos gerais de um dos casos clínicos apresentados no capítulo: Jaime, um finalista do curso de Arquitectura que estava a ultimar o seu trabalho final, mentiu numa entrevista de trabalho ao afirmar que já podia assinar projectos, pois pensou que em algumas semanas isso já estaria resolvido. Quando ele chegou ao consultório de María Jesús Álava Reyes, estava muito debilitado e num dilema angustiante: Jaime, que não dormia há vários dias, não sabia como agir perante a iminência da sua mentira ser descoberta pelo chefe. Será que ele devia assumir o seu erro e assumir integralmente as consequências do mesmo? María Jesús Álava Reyes (autora, entre outros, de A Inutilidade do Sofrimento e Recuperar a Ilusão) é peremptória ao afirmar que «retirar importância à mentira é o pior que podemos fazer ao mentiroso.»
Nos capítulos 10 e 11, a autora apresenta os principais estudos e investigações que foram feitos sobre a mentira: o que acontece no cérebro quando mentimos, principais tipos de mentira, como detectá-las, etc.
A Verdade sobre a Mentira revela-se uma obra útil, de fácil leitura e que faz-nos consciencializar sobre a maior das mentiras: aquela em que nos autoenganamos mentindo a nós mesmos: «As mentiras que causam mais infelicidade e que são mais difíceis de erradicar são as que dizemos a nós mesmos.»


Excertos
«Em geral, as pessoas mentem quando creem que lhes compensa, que ganham alguma coisa ao fazê-lo, mas também quando consideram que dessa forma evitam uma censura, uma admoestação ou uma sanção.» (p. 21)

«As mentiras na esfera da sexualidade são muito dolorosas e, ao contrário do que poderíamos pensar, muito numerosas.» (p. 42)

«O mentiroso compulsivo não para diante da verdade, nem diante da injustiça. É capaz de mentir sobre qualquer facto que se interponha no seu caminho e o afaste dos seus objetivos.» (p. 207)

segunda-feira, 8 de maio de 2017

13 livros sobre as aparições de Fátima

São dezenas os livros sobre as aparições de Fátima que desde o início do ano têm chegado às livrarias. Neste ano em que se assinala o centenário da primeira aparição na Cova da Iria, as editoras portuguesas apostaram em grande na publicação de obras que visam elucidar - ou confundir - os leitores que desconhecem alguns pormenores das aparições que aconteceram durante 1917 a três pastorinhos: Lúcia, Jacinta e Francisco.

Eis em seguida 13 livros dos imensos que podem encontrar nos escaparates livreiros:
Nossa Senhora de Fátima e o Poder da Oração
de José Carvalho

Jacinta: A Profecia
de Manuel Arouca

Fátima - Milagre ou construção?
de Patrícia Carvalho

Factos e Figuras de Fátima
de Helder Guégués

A Senhora de Maio: Todas as Perguntas sobre Fátima
de António Marujo e Rui Paulo da Cruz

A Hora de Maria
de Nuno Lopes Tavares

Quando o Sol Dançou - Fátima e Portugal
de Jeffrey S. Bennett

As Guerras de Fátima
de Paulo Moura

Irmã Lúcia
de Paulo Aido

Fátima: Das visões dos Pastorinhos à Visão Cristã
de Carlos A. Moreira Azevedo

Vem a Fátima Falar Comigo
de João Ermida

Fátima - Enquanto Houver Portugueses
de Alfredo Cunha

Fátima no Mundo
de Manuel Arouca

«Histórias da Noite Gay de Lisboa», um dos lançamentos de Maio

No final da próxima semana chega às livrarias o novo livro do jornalista Rui Oliveira Marques. Depois de Má Despesa Pública e Má Despesa Pública nas Autarquias (ambos publicados pela Alêtheia), o novo livro do autor intitula-se Histórias da Noite Gay de Lisboa e tem a chancela da Ideia-Fixa.
Texto sinóptico
A abertura da discoteca Trumps em pleno Príncipe Real, no início dos anos 80, foi decisiva a que este bairro de Lisboa se tornasse no epicentro da noite LGBT em Portugal. Conheça as histórias da geração de 80, os primeiros anos da sida, o percurso de António Variações, Lydia Barloff, Ruth Bryden, Wanda Stuart e Vanessa Silva, o nascimento do Arraial Pride e o crime que abalou a noite gay.

domingo, 7 de maio de 2017

Alfagura publica romance vencedor do Prémio Goncourt 2016

Canção Doce foi ó último romance galardoado com o mais importante prémio literário francês: o Prémio Goncourt. 
Esta obra-reflexão sobre a sociedade de hoje foi elogiada pelo Le Monde por agarrar o leitor «com uma força incrível, que deve tanto à mestria da narração como a uma escrita seca, clínica, precisa.» Já para a Vanity Fair, Canção Doce (Chanson Douce, traduzido para português por Tânia Ganho) é «um romance brilhante e aterrador.»  
Este romance de Leila Slimani (n. 1980, Marrocos) é publicado pela Editora Alfaguara.
Texto sinóptico
Mãe de duas crianças pequenas, Myriam decide retomar a actividade profissional num escritório de advogados, apesar das reticências do marido. Depois de um minucioso processo de selecção de uma ama, o casal escolhe Louise. A ama rapidamente conquista o coração dos pequenos Adam e Mila e a admiração dos pais, tornando-se uma figura imprescindível na casa da jovem família.
O que Myriam e Paul não suspeitam - ou não querem ver - é que a sua pequena família é o único vínculo de Louise à normalidade. Pouco a pouco, o afecto e a atenção vão dando lugar a uma interdependência sufocante, com o cerco a apertar a cada dia, até desembocar num drama irremediável.
Com um olhar incisivo sobre esta pequena família, Leila Slimani aponta o foco para um palco maior: a sociedade moderna, com as suas concepções de amor, educação e família, das relações de poder e dos preconceitos de classe. Com uma escrita cirúrgica e tensa, eivada de um lirismo enigmático, o mistério instala-se desde a primeira página, um mistério que é tanto sobre as razões do drama como o das profundezas insondáveis da alma humana.

O primeiro parágrafo do livro pode ser lido aqui.

Poema à Mãe, por Eugénio de Andrade


sexta-feira, 5 de maio de 2017

«A Rapariga de Antes», de JP Delaney

Editora: Suma de Letras
Data de publicação: 05/04/2017
N.º de páginas: 400

O thriller psicológico tem sido um género literário que tem chamado muito a atenção dos leitores nos últimos tempos. As tramas destas histórias tocam em temas do foro da Psicologia que fazem com que o leitor se reveja em circunstâncias que não são muito abordadas nos romances “normais”. Assuntos como a mentira, o ciúme, a sexualidade e a obsessão quando é impulsionadora de uma morte, são alguns dos ingredientes que fazem com que estes livros tenham sucesso comercial.
The Girl Before, publicado em Janeiro último nos E.U.A., é mais um livro que se insere neste género tão badalado. Mas não é apenas mais um.
A história que ambienta-se em Londres, mais precisamente n.º 1 de Folgate Street, é contada intercaladamente, por Emma Matthews, a rapariga de antes, e por Jane Cavendish, a rapariga de agora. Um ano separa o tempo narrativo de ambas estas personagens.
Emma tem 26 anos e trabalha em Marketing e, juntamente com o namorado, muda-se para uma moradia muito sui generis, após ter-se submetido a uma exaustiva prova de selecção por parte do proprietário, que é também o autor do projecto de arquitectura da casa tida como um ex-líbris do traço moderno e minimalista na captital inglesa. A moradia tem implentada um sistema de domótica de última geração, onde através de uma app são comandados os sistemas de intrusão, de vídeo porteiro, de aquecimento central e de iluminação.
Jane Cavendish é licenciada em História de Arte, mas aos 34 anos trabalha numa instituição de caridade. Devido ao falecimento de um ente querido, ficou desamparada psicologicamente, e por conseguinte, foi afastada do trabalho. Tudo o que esta mulher solitária e solteira deseja é mudar-se para um lar onde possa renascer para uma nova vida. Quando ela candidata-se para ser inquilina da moradia e passa em todos os testes psicológicos que o exigente Edward Monkford elaborou para rastrear pessoas menos aptas para morar na sua casa, o seu sonho torna-se real. Mas Jane não sabe que essa moradia oculta um historial trágico.
O que terão em comum estas protagonistas, além de serem mulheres frágeis interiomente, mas aparentarem perante a sociedade serem fortes e determinadas? O que motiva um arquitecto com traços sociopatas e narcisistas a manipular e se envolver sexualmente com as suas inquilinas? Na casa, dá-se uma morte estranha: terá sido acidente, homicídio ou suicídio?
A Rapariga de Antes, do escritor Tony Strong, que escreve sob pseudónimo, é uma história onde mentira, vingança e obsessão se misturam e geram um coquetel explosivo. O nível de tensão prolonga-se folheadas as primeiras páginas e só tem término quando pousamos o livro, virada a última página. É um livro muito visual, imagético, e um romance ideal para quem gosta de arquitectura, novas tecnologias e suspense.
A Rapariga de Antes, um verdadeiro psicodrama, vai mexer com as percepções de quem o ler, pois JP Delaney aborda questões que o ser humano muito teme e que revelam muito sobre a psique de cada um.
Quem gosta dos livros Marie Kondo, E.L.James, Gillian Flynn e Paula Hawkins, pode talvez encontrar um pouco de cada um destes autores neste thriller, que será transposto para o cinema em breve.


Excerto
«Aquela frase Só queria que o chão me engolisse. Não é suficiente para descrever o que acontece quando todo o nosso mundo implode, quando todas as mentiras que contamos desabam, de repente, nos nossos ouvidos.» (p. 254)

Já à venda: «Gramática da Fantasia», um livro sobre o valor libertador da literatura

Está disponível nas livrarias a partir de hoje a obra Gramática da Fantasia, de Gianni Rodari (1920-1980), jornalista, escritor e poeta italiano, especializado em livros de literatura infantil. Depois de ter publicado dois títulos (O que é preciso? e Baralhando Histórias) deste autor galardoado com o Prémio Hans Christian Andersen 1970, a Kalandraka, sob a chancela Faktoria K de Livros apresenta ao público português, numa tradução de Elisabete Ramos e Pias Mastrangelo, este manual «vocacionado não só para docentes e educadores, mas também para todos aqueles que acreditam que a imaginação deve ocupar um papel importante na educação das crianças!»

Texto de apresentação
«Inventar histórias para crianças e ajudá-las a inventar histórias sozinhas (…) não para que todos se tornem artistas, mas para que ninguém seja escravo.» Foi esta a intenção de Gianni Rodari quando escreveu a Gramática da Fantasia (1973): uma obra de referência obrigatória para educadores; uma abordagem sem precedentes à pedagogia contemporânea; o legado, em suma, com o qual transmite a sua ideia revolucionária e libertadora sobre literatura. Com este livro, que teve origem num encontro de professores em que Rodari participou em 1972, o autor propõe a conversão da palavra em jogo, ao mesmo tempo que revela o processo de escrever histórias para crianças, ajudando-as a inventar novos mundos.

A Gramática da fantasia dá assim ao leitor a possibilidade de descobrir que todos «podemos entrar no mundo real pela porta principal ou - o que é mais divertido - infiltrarmo-nos por um janelo.»; e está vocacionada não só para docentes e educadores, mas também para todos aqueles que acreditam que a imaginação deve ocupar um papel importante na educação das crianças! 

Este é segundo título da colecção Ágora K, iniciada com a Utilidade do inútil, de N. Ordine.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Livro revela todos os pormenores sobre o a trágica morte de Rosalina Ribeiro

Depois de publicar, a 18 de Abril, o livro O Fugitivo: A História de Pedro Dias, da jornalista Tânia Laranjo, a Editora do Grupo LeYa Oficina do Livro fez chegar hoje às livrarias um outro título sobre um outro caso judicial que já fez correr muita tinta, não só em Portugal como no Brasil. 
Carlos Santos e Aurílio Nascimento, redator do diário i e do semanário Sol, e o comissário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, assinam a obra Rio Derradeiro, um livro que conta toda a investigação à morte de Rosalina Ribeiro no Brasil, da qual o único acusado é Duarte Lima.

Novo livro de Paula Hawkins está a partir de hoje à venda

Escrito na Água, um dos livros mais aguardados de 2017 para a revista TIME  e para milhares de leitores, chega hoje finalmente às livrarias. Este segundo romance da britânica Paula Hawkins, tem a chancela da Topseller.

Depois do sucesso mundial de A Rapariga no Comboio, Paula Hawkins regressa, dois anos volvidos, com, segundo nota da editora, «um thriller ainda mais intenso e cativante.»

Os 20 milhões de exemplares de A Rapariga no Comboio vendidos em todo o mundo, 130 mil editados em Portugal (22 edições), geraram natural expectativa em torno deste novo romance psicológico, cujos direitos para filme já foram comprados pela Dreamworks.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Alguns livros do psiquiatra brasileiro Flávio Gikovate

Ensaios sobre o Amor e a Solidão
Texto sinóptico
Neste livro, o autor propõe novas formas de relacionamento que implicam respeito por si próprio e pelo outro. Ele se aprofunda no tema amor, mostrando suas diferentes roupagens – enamoramento, paixão, atração sexual – e como lidar com cada uma delas. Trata, também, do problema que aflige até os relacionamentos amorosos mais plenos: a possessividade.

Excerto
«Temos de ter cuidado com as expectativas que fazemos acerca de quanto nosso parceiro pode nos dar. Certamente será menos do que gostaríamos! Os que construíram melhor a individualidade ganham condições para estabelecer vínculos menos exigentes e com mais respeito pelas diferenças.»

Lê as primeiras páginas: http://bit.ly/1J2YntZ


Nós, os Humanos
Texto sinóptico
Nesta obra, Flávio Gikovate apresenta uma visão tridimensional do homem, em suas peculiaridades biológicas, psicológicas e sociais. O autor estuda as relações entre amor, sexualidade, vaidade e vícios, mostrando como a razão interfere nos processos sentimentais. Ao final, faz uma proposta de integração, na tentativa de eliminar (ou atenuar) as tensões derivadas do conflito entre a individualidade e os anseios de integração.

Excerto
«Perdemos a serenidade quando andamos muito devagar, perto da condição do ócio – que traz o tédio e a depressão – e também quando nos tornamos angustiados pela pressa de atingirmos logo nossas metas. Mais uma vez, a sabedoria, a virtude está no meio, naquilo que Aristóteles chamava de temperança: cabe a cada um encontrar sua ‘velocidade ideal’.»

Lê as primeiras páginas: http://bit.ly/1DJRrLv


Deixar de Ser Gordo
Texto sinóptico
A convicção de Flávio Gikovate é a de que as dietas para emagrecer engordam. Trata-se de um estudo psicológico acerca da obesidade, que tem por objetivo ajudar as pessoas a se livrarem do problema. Este livro, que já está na sétima edição e foi revisado pelo autor, é para quem quer deixar de ser gordo e não apenas emagrecer temporariamente, à custa de regimes torturantes e ineficazes.

Excerto
«Muitas meninas emagrecem quando se tornam moças graças à vaidade. Outras engordam por não saberem lidar com as emoções ligadas ao erotismo.»

Lê as primeiras páginas do livro: http://bit.ly/1AJwsMK

Entre as obras publicadas pelo Médico-psiquiatra, psicoterapeuta, conferencista e escritor Flávio Gikovate (1943-2016) estão: Dá pra ser feliz… Apesar do medo; O Mal, O Bem E Mais Além – Egoístas, Generosos e Justos; Uma história do amor…Com final feliz; Homem: o sexo frágil?; A Liberdade Possível; Uma nova visão do amor; Cigarro: um adeus possível; Sexo; Sexualidade sem Fronteiras; Gikovate além do divã – Autobiografia. Todos publicados pela MG Editores.
Mais informações:

«O Deslumbre de Cecilia Fluss», o novo romance de João Tordo

A 3 de Maio a Editora Companhia das Letras publica O Deslumbre de Cecilia Fluss, o terceiro livro da «trilogia dos lugares sem nome» iniciada com O Luto de Elias Gro, seguida de O Paraíso de Lars D., de João Tordo.

Para a escritora Lídia Jorge, João Tordo neste romance «cria (…) dois palcos contíguos, que equilibra entre o atrevimento cruel que o realismo comanda e o clima introspectivo que dele resulta, conjugados com particular desenvoltura e absoluta eficácia.»

João de Melo elogia O Deslumbre de Cecilia Fluss por este ser um «romance extraordinário, que se lê à transparência de um talento mais do que confirmado, porventura único entre nós, na primeira linha das vozes literárias da geração a que João Tordo pertence.»

Texto sinóptico
Aos catorze anos, Matias Fluss é um adolescente preocupado com três coisas: o sexo, um tio enlouquecido e as fábulas budistas. Vive com a mãe e a irmã mais velha, Cecilia, numa espécie de ninho onde lambe as feridas da juventude: a primeira paixão, as dúvidas existenciais, os conflitos de afirmação. Sempre que sente o copo a transbordar, refugia-se na cabana isolada do tio Elias.
Cedo, contudo, a inocência lhe será arrancada. Ao virar da esquina, encontra-se o golpe mais duro da sua vida: o desaparecimento súbito de Cecilia que, afundada numa paixão por um homem desconhecido, é vista pela última vez a saltar de uma ponte.
Muito mais tarde, Matias será obrigado a revisitar a dor, quando a sua pacata vida de professor universitário é interrompida por uma carta vinda das sombras do passado, lançando a suspeita sobre o que aconteceu realmente à sua irmã — sem saber ainda que regressar ao passado poderá significar, também, resgatar-se a si mesmo.

Incipit
«Os factos são este.
Um dia, a minha irmã perdeu a virgindade, o mundo abriu-se como uma flor recente e todos ficámos expostos, o cálice, vermelho e sangrento, à mercê de uma sombra criminosa.»