domingo, 20 de agosto de 2017

«O Intestino Também Sente», de Leonor Martín Monge

Editora: Presença
Data de publicação: 03/02/2017
N.º de páginas: 152

Hipócrates, o pai da Medicina, já há mais de dois milénios afirmava que todas as doenças têm início no intestino. Nos últimos anos têm sido efectuadas investigações científicas que têm demonstrado que as ligações entre o intestino, que é o maior órgão imunitário do nosso corpo, e o cérebro são mais complexas do que pensávamos. Uma das conclusões revela que mais de noventa por cento da serotonina (neurotransmissor responsável pela nossa sensação de bem-estar) liberta-se fundamentalmente no intestino. Actualmente, este órgão é encarado como o nosso segundo cérebro pela forma como pode condicionar o nosso bem-estar físico, psicológico e emocional.
Em O Intestino Também Sente, a terapeuta espanhola Leonor Martín, que conta com mais de 35 anos de experiência em cuidados com a saúde, afirma que muitos dos problemas gastrointestinais têm origem em conflitos emocionais não “digeridos”. Ao longo dos três capítulos, a autora revela o método de desintoxicação para o bem-estar físico e emocional que administra aos seus pacientes, que segue três etapas que contemplam uma análise bioenergética («uma técnica que procura, por via do corpo físico, compreender a fundo os nossos conflitos interiores») e um plano de detoxificação que inclui semijejuns e hidroterapia do cólon (com água do mar).
Esta conceituada terapeuta espanhola não tem dúvidas de que o estado do nosso intestino, que possui cerca de 200 milhões de neurónios, reflecte claramente o nosso estado de humor no presente e os nossos conflitos e traumas emocionais (muitos deles enraizados na infância): «Sentimentos como o medo, a tristeza ou outras tensões emocionais fortes e/ou prolongadas no tempo podem dar origem não apenas a perturbações ligeiras, mas também a diarreias, vómitos, prisão de ventre, paragens de digestão, colites, etc.»
Nesta leitura podemos encontrar quinze páginas onde a autora se debruça a elucidar o leitor sobre a importância de se fazer uma dieta alcalina, evitando alimentos acidificantes que inflamam a mucosa intestinal. As diferenças entre prebióticos e probióticos são também esclarecidas.
Em O Intestino Também Sente, livro escrito de forma muito pessoal, directa e simples, Leonor Martín é perene a sublinhar que todas as doenças gastrointestinais estão ligadas ao estado emocional do indivíduo — esta é, aliais, a informação principal a retirar desta obra.


Citações
«O cérebro e o intestino estão directamente ligados entre si por condutores nervosos pelos quais circula, em ambas as direcções, um conjunto de neurotransmissores, como a serotonina» (p. 30)

«O intestino absorve grande parte da informação que recebemos quando ainda somos muito pequenos. E esses dados vão refletir-se naquilo que vamos ser no futuro.» (p. 37)

«O intestino (…) é também o “armazém” dos sentimentos que não conseguimos eliminar ou “digerir”.» (pp. 59-60)

«Quando sofremos de algum desequilíbrio mental, psíquico ou emocional, a origem pode estar num mau funcionamento do intestino.» (p. 61)

«A água do mar alcaliniza, sendo a única substância do planeta que contém todos os minerais.» (p. 97)

«Os estados emocionais afetam o processo digestivo e o bem-estar físico em geral.» (p. 113)

No início de Setembro chegam três romances com muito suspense

A ASA e a Dom Quixote, duas das chancelas do Grupo LeYa,  já desvendaram alguns dos livros que marcarão a rentrée literária. Destaque para três romances: dois thrillers psicológicos e um thriller romântico «intenso e visceral sobre traição, ganância, laços de família... e um amor avassalador.» Eis as capas e os textos sinópticos destes livros que no início de Setembro chegarão aos escaparates livreiros.
O Pacto, de Michelle Richmond
Alice e Jake, apaixonados e recém-casados, recebem um insólito presente de casamento: uma chave que lhes permite a entrada num clube secreto chamado O Pacto. Ambos têm fortes motivos para acreditar que não terão nada a perder. Muito pelo contrário. Todos os seus membros são bem-sucedidos e aparentemente felizes. E, à primeira vista, as regras parecem fazer todo o sentido.
O objetivo do clube? Um casamento feliz e duradouro. E também festas glamorosas, amizades fortes, uma sensação de comunhão com os outros participantes, que apenas querem o melhor uns para os outros.
E tudo corre bem... até ao dia em que alguém quebra uma das regras...
Pois, à semelhança do matrimónio, O Pacto deve ser um compromisso para toda a vida. Alice e Jake depressa descobrem que, para que assim seja, vale absolutamente tudo. O seu casamento de sonho está prestes a tornar-se um tremendo pesadelo. Será o amor deles realmente para a eternidade? Ou terão ambos cometido um erro fatal?
Suspense psicológico num ritmo alucinante, esta obra de Michelle Richmond é intensa, aterradora e... irresistível.

A Mulher Secreta, de Anna Ekberg
O que faria se descobrisse que a sua vida não é sua?
Louise tem tudo para ser feliz. Gere um café que adora numa ilha dinamarquesa, onde mora com o namorado, Joachim. E Louise é, de facto, feliz. Até ao dia em que um homem entra no café e vira a sua vida do avesso. Trata-se de Edmund, que jura que Louise se chama, na verdade, Helene, e é a sua mulher, desaparecida há três anos. E tem provas...
Depressa se torna evidente que Louise não é quem julga ser. É, sim, Helene Söderberg, herdeira de uma vasta fortuna, proprietária de uma grande empresa, mãe de dois filhos pequenos e casada com um marido dedicado. Mas há perguntas que permanecem sem resposta. Porque é que ela não se lembra de nada? Quais são os seus planos para o futuro quando desconhece por completo o passado? Conseguirá recuperar o amor dos seus filhos? E os sonhos que partilhou com Joachim?
Obrigada a retomar a sua vida misteriosamente interrompida, Helene é posta à prova de uma maneira tão brutal quanto comovente. Mas no seu coração continua a existir um lugar especial para Louise, a mulher que, por momentos, viveu a vida dos seus sonhos.

Raparigas Mortas, de Selva Almada
«Três adolescentes de província assassinadas nos anos oitenta, três mortes impunes ocorridas quando ainda, no nosso país, desconhecíamos o termo femicídio.»
Três assassínios entre centenas que não chegam aos títulos de capa nem atraem as câmaras dos canais de TV de Buenos Aires. Três casos que chegam desordenados: são anunciados na rádio, recordados no jornal de uma cidade, alguém fala deles numa conversa. Três crimes ocorridos no interior da Argentina, enquanto este país festejava o regresso da democracia. Três mortes sem culpados.
Convertidos em obsessão com o passar dos anos, estes casos dão lugar a uma investigação atípica e infrutífera. A prosa nítida de Selva Almada plasma em negro o invisível, e as formas quotidianas da violência contra meninas e mulheres passam a integrar uma mesma trama intensa e vívida.
Inscrevendo-se no género «romance não ficção», inaugurado por Truman Capote, Raparigas Mortas é uma obra singular. Combinando perceções e lembranças pessoais com a investigação de três femicídios no interior da Argentina durante a década de 80, Selva Almada revela, de modo subtil, a ferocidade do machismo e o desamparo das mulheres pobres, ao mesmo tempo que abre novos rumos à narrativa latino-americana.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Os mais recentes lançamentos da Editorial Presença

Mitologia Nórdica, de Neil Gaiman
Vitória - a jovem rainha, de Daisy Goodwin
O Guardião dos Objetos Perdidos, de Ruth Hogan

O Signo, de Umberto Eco
O Efeito Rosie, de Graeme Simsion
Um Coração Feliz, de Angelo Vaira e Valeria Raimondi 
 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Está quase a ser publicado o romance «Os Falsários», de Bradford Morrow

Na tradição dos policiais de Agatha Christie e Arthur Conan Doyle, chega às livrarias no próximo dia 24 um romance misterioso e profundo sobre o fascínio do colecionismo e o lado sombrio do comércio de livros raros. Os Falsários, de Bradford Morrow, tem o selo da Editora Clube do Autor e foi considerado pelo Financial Times um dos Melhores Livros do Ano. A tradução portuguesa é assinada por Eugénia Antunes.
Texto sinóptico
O que acontece quando mentimos tão bem que perdemos a noção do que é real?
Numa prosa magnificamente cuidada, Bradford Morrow traça uma linha débil entre o devaneio e a intuição, a memória e a ficção autoilusória, entre o amor verdadeiro e o falso.
Uma comunidade bibliófila é abalada com a notícia de que Adam, um colecionador de livros raros, foi atacado e as suas mãos decepadas. Sem suspeitos, a polícia não consegue avançar no caso, e a irmã procura desesperadamente uma pista.
Ao longo das páginas repletas de mistério e simbologias, escritores famosos e citações brilhantes, Will, cunhado e colega de profissão de Adam Diehl, tenta obter uma resposta e, ao mesmo tempo, escapar às ameaças do misterioso «Henry James». Consciente do simbolismo do caso, ele sabe que um homem sem mãos se vê privado do instrumento mais precioso quando se trata de imitar a caligrafia de William Faulkner, James Joyce, Conan Doyle e outros que tais. Na verdade, Will, ele próprio genial falsário, talvez saiba demais.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Novo livro de Jorge Rio Cardoso


Jorge Rio Cardoso, autor do método «Ser Bom Aluno – ‘Bora lá?», está de regresso com um novo livro que visa ajudar os alunos portugueses que se preparam para regressar às aulas em Setembro. Desta vez, o Professor Jorge Rio Cardoso revela as técnicas e métodos de estudo necessários para se fazer uma boa transição do ensino básico para o secundário, dando aos alunos os métodos que os vão dotar de capacidades para fazer um Secundário de excelência e integrar o meio universitário sem medos nem angústias. Do Secundário à Universidade com Sucesso – ‘Bora lá? está nas livrarias desde início de Agosto, mesmo a tempo de ajudar os alunos a garantir o seu futuro escolar.

Sinopse
Estás no secundário. Precisas de uma bússola. Como deves orientar-te? Quais os métodos e técnicas de estudo? Que erros evitar? Descobre as ferramentas essenciais para seres um aluno brilhante e para chegares à universidade bem preparado. Neste livro encontras os exemplos práticos para desenvolver:
• um método de estudo adequado ao teu perfil e uma boa organização;
• as competências digitais;
• uma excelente comunicação oral e escrita;
• a concentração na aula ou na leitura de um livro;
• uma relação positiva com a escola;
• a forma de fazer face aos ataques de pânico nas avaliações.
O caminho do sucesso não se fará sem muitas contrariedades, mas, não te esqueças, é contra o vento que os aviões levantam voo.
Do mesmo autor
Este Ano Vais Ser o Melhor Aluno! - Bora Lá?
O Método Ser Bom Aluno - ‘Bora Lá?
O Professor do Futuro
Pais à Beira de um Ataque de Nervos

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Heloísa Capelas: «É a positividade quem nos faz lidar com as dificuldades»

http://silenciosquefalam.blogspot.pt/2015/07/entrevista-heloisa-capelas.html
O processo de Autoconhecimento requer que você se veja com honestidade, sem autocrítica ou julgamento excessivos. A autorresponsabilização pelas próprias escolhas e ações é de extrema importância para que se possa, primeiramente, verificar o que pode e deve ser aprimorado e, em seguida, colocar tais mudanças em prática. Os obstáculos sempre vão aparecer ao longo do caminho – muitas vezes, inclusive, colocados por nós mesmos. Superá-los requer consciência de si mesmo e positividade. É a positividade quem nos faz lidar com as dificuldades, com aceitação e presença.

Heloísa Capelas em entrevista (aqui) a este blogue.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Stephen King e Osho pela 11x17

Esta semana chegam às livrarias as edições de bolso dos livros Carrie, de Stephen King, e Amor, Liberdade e Solidão, de Osho, pela 11x17. Em seguida, as respectivas sinopses:

Neste épico do terror, Stephen King relata a história de Carrie, uma rapariga reservada e estranhamente diferente de todas as pessoas da sua cidade. Na escola é rejeitada por todos, sendo alvo de partidas maldosas e humilhantes. Em casa, a vida não é mais fácil, tendo uma mãe possessiva e obcecada com a religião e o pecado, reprimindo-a constantemente.
Carrie encontra refúgio e canaliza toda a sua energia para os objetos, que consegue mover apenas com o poder da mente… até ao dia em que o rapaz mais popular da escola a convida para o baile de finalistas. Este acontecimento muda a visão que Carrie tem de si própria e leva-a a ganhar alguma confiança. Ingénua, volta a ser humilhada por todos, num ato de uma crueldade inimaginável. Não suportando tamanha desumanidade, Carrie liberta por fim todo o seu poder, transformando-se numa arma perigosa e destruindo tudo em seu redor. Um cenário de pânico e horror instala-se, com os risos a serem substituídos pelos gritos e a diversão a dar lugar ao medo.
Carrie, livro de estreia do aclamado autor, é um clássico do suspense e do terror que continua a fascinar leitores por todo o mundo, aumentando a legião de fãs daquele que é apelidado por muitos de «mestre do terror».


Conhecido pelas suas palestras e pelos seus livros, Osho é um autor conceituado e respeitado, que dedicou a sua vida ao estudo da espiritualidade. Em Amor, Liberdade e Solidão, analisa os estilos de vida, os padrões familiares e o fenómeno do amor no Ocidente, constatando que a crescente tendência para a solidão pode ser positiva para o desenvolvimento do espírito humano.
De forma provocante, Osho mostra que a liberdade é a condição primordial que permite a cada pessoa conhecer-se a si própria e assim definir a forma como quer encarar a complexidade do mundo moderno.
Dono de um sentido de humor e sensatez muito próprios, define o amor de forma pura e acredita que vivido na sua plenitude pode ser a chave para encontrar a felicidade juntos dos outros e para uma existência mais tranquila: «Dê, distribua o que tem, reparta e goze a partilha. Não o faça como se fosse um dever – senão toda a alegria desaparece. O amor nunca espera ser recompensado ou mesmo agradecido».

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Lauro Trevisan: «É fundamental saber que não existe azar, sorte, barreiras, imprevisibilidades e surpresas existenciais»

http://silenciosquefalam.blogspot.pt/2012/06/entrevista-lauro-trevisan.html
É fundamental saber que não existe azar, sorte, barreiras, imprevisibilidades e surpresas existenciais. Pensamentos e crenças positivas ou negativas formam padrão de conduta e fazem o resultado da vida.

Lauro Trevisan em entrevista (aqui) a este blogue.

Heloísa Capelas: «Ter competência para perdoar é uma questão de inteligência»

Ter competência para perdoar é uma questão de inteligência por um simples motivo: a habilidade de absolver influencia o seu bem-estar. E, como efeito cascata, auxilia a gerar novas decisões e comportamentos, além de promover maior abertura para a criatividade, em suma, para gerar novos pontos de vista e ideias. A ação de perdoar é tão sua quanto a raiva que você sente e as mágoas que você guarda. Logo, não é possível seguir em frente sem praticar o perdão, que será a principal chave para a conquista de uma revolução pessoal.
Heloísa Capelas em entrevista (aqui) a este blogue.