sexta-feira, 21 de julho de 2017

Nova publicação Pactor: «Terapia de Bem-Estar - Psicoterapia breve para o bem-estar psicológico»


A editora PACTOR acaba de publicar a obra Terapia de Bem-Estar – Psicoterapia breve para o bem-estar psicológico, da autoria do conceituado psiquiatra italiano Giovanni A. Fava.

O livro
A Terapia de Bem-Estar (TBE) é uma técnica psicoterapêutica inovadora que vai ser implementada em Portugal. Um método de curta duração e que não recorre ao uso de fármacos, centrando-se na auto-observação e interação entre o paciente e o terapeuta.

Esta terapia revolucionária, nomeadamente como alguns dos sintomas de doenças na maior parte dos casos é provocada pela nossa mente, pela forma como estamos e vivemos.

A Terapia de Bem-Estar é uma terapia diferente das que são aplicadas atualmente, em Portugal, pois foca-se em seis domínios do funcionamento pessoal: controlo ambiental, crescimento pessoal, propósito de vida, autonomia, autoaceitação e relações positivas com os outros. Baseia-se assim numa ligação entre o corpo e a mente, numa conexão que se prende pela maneira como nos sentimos, que tem como propósito alcançar o equilíbrio pessoal.

Publicada em cinco idiomas, a obra destinada a psiquiatras, psicólogos, terapeutas e a outros profissionais dentro do campo da medicina como, por exemplo, medicina familiar, pediatria e reabilitação e, também, a todos os que têm interesse em aprofundar um pouco mais o seu conhecimento sobre este novo tratamento, fica agora também disponível em língua portuguesa.

Terapia de bem-Estar - Psicoterapia breve para o bem-estar psicológico contou com a revisão técnica de António Barbosa, Professor Catedrático de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e coordenador do Núcleo de Psiquiatria de Ligação do Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental do Centro Hospitalar Lisboa Norte, EPE.

Dividida em três partes - Desenvolvimento, Programa de oito sessões de terapia de bem-estar e Aplicações, abrange no total 21 capítulos:
• História • O Estudante de Filosofia e a Procura de Estratégias para Aumentar/Melhorar o Bem-Estar • Processo de Validação da Terapia de Bem-Estar • Avaliação Inicial • Sessão 1 – 8 • Programa de 4 Sessões • Depressão • Mudanças de Humor • Perturbação de Ansiedade Generalizada • Pânico e Agorafobia • Perturbação de Stress Pós-Traumático • Crianças e Adolescentes • Nova Direções • O Futuro.

O autor
Giovanni Andrea Fava é Professor de Psicologia Clínica na Universidade de Bolonha e Professor Clínico de Psiquiatria na Universidade Estadual de Nova Iorque, em Buffalo. É editor-chefe da prestigiada revista Psychotherapy and Psychosomatics E autor de mais de 500 artigos científicos, tendo realizado pesquisas inovadoras em vários campos.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Novidade infanto-juvenil: «Maria Trigueira», de Ivone Gonçalves

Maria Trigueira de Ivone Gonçalves é um álbum intimista, cujo traçado singelo das ilustrações a uma só cor cria uma atmosfera propícia à narrativa e ao sonho da protagonista a quem empresta o nome.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

«A Falta de Sentido na Vida», de Viktor Frankl

Editora: Pergaminho
Data de publicação: 21/04/2017
N.º de páginas: 168
A bibliografia de Viktor Emil Frankl (1905-1997), médico psiquiatra austríaco, conta com mais de 30 títulos. Contudo, em Portugal a obra deste que foi o fundador da Logoterapia ficou completamente desconhecida até 2012, ano em que finalmente os leitores portugueses puderam encontrar nas livrarias, numa edição a cargo da Lua de Papel, o livro mais importante da sua carreira de escritor: O Homem em Busca de um Sentido (este ano foi dado à estampa a 5.ª edição). A obra foi escrita em 1946 e nela o psicoterapeuta relata de forma emocionante como foi que sobreviveu ao holocausto tendo como alicerce de pensamento uma forma de agir inovadora.
A Falta de Sentido na Vida, traduzido a partir do título Das Leiden am sinnlosen Leben (2013) por Álvaro Gonçalves, chegou recentemente aos escaparates livreiros. Neste livro estão coligidos vários ensaios que originaram diversas conferências administradas por Viktor Frankl entre 1957 e 1975. O conceito-chave presente em todos os textos é que, quando passamos por uma situação difícil, não é o que nos acontece (as circunstâncias) que despoleta esse sentimento/emoção, mas a nossa resposta a esse acontecimento angustiante. O neurologista judeu afirma que a emoção, que constitui sofrimento, deixa de ser sofrimento logo que formamos uma ideia clara e distinta a seu respeito.
Nas primeiras páginas da obra, ficamos a conhecer a relação que o autor atribui entre a agressividade e a falta de sentido na vida e a conexão entre a sexualidade e o vácuo existencial. Um dos seus discursos (pp. 45-62) é inteiramente dedicado a elencar as principais diferenças entre a Logoterapia e a Psicanálise. Frankl diz-nos que as causas por que os pacientes sofrem não podem estar todas centradas em traumas passados; não somente os recalcamentos sexuais (Freud) ou os complexos de inferioridade (Adler) podem ser a base de um sofrimento, mas também e principalmente: a falta de sentido na vida.
Em Logoterapia, o que é entendido por Intenção Paradoxal? Quais as diferenças entre a Hiperreflexão e Derreflexão? Estas são algumas questões sobre termos deste conceito existencialista que pode ser aplicável a qualquer pessoa, em qualquer circunstância da vida.
Há várias décadas este reconhecido psicoterapeuta dizia para plateias: «Vivemos numa era em que grassa um sentimento de falta de sentido.» Os tempos mudaram. Estamos num novo século. Há coisas que se mantêm.
A Falta de Sentido na Vida é um livro altamente recomendado não só para profissionais da saúde psicológica e mental e outros, mas também para todos os que se interessam por promover o autocrescimento através do autoconhecimento.


Excertos
«Cada época tem a sua neurose — e cada época necessita da sua própria psicoterapia.» (p. 9)

«Foi especialmente esta a lição que trouxe comigo de Auschwitz e de Dachau: que os que se mostravam mais capazes de sobreviver até em situações-limite eram, sublinho, justamente os que estavam orientados para o futuro, para uma tarefa que os esperava, para um sentido que queriam realizar.» (p. 32)

«Não existe nenhuma situação de vida que não tenha verdadeiramente sentido.» (p. 40)

«(…) o homem verdadeiramente quer é, em última análise, não querer ser feliz em si mesmo, mas sim ter um motivo para ser feliz. Assim que exista um motivo para se ser feliz, surge a felicidade, brota espontaneamente o prazer.» (pp. 95-96)

«Como é verdade que até no sofrimento se pode encontrar um sentido…» (p. 114)

«(…) pouco importa se a vida de um homem é dolorosa ou prazenteira, o importante é que ela seja carregada de sentido.» (p. 121)

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Aguarelas de Emmanuelle Tchoukriel ilustram 62 tipos de flores de todo o mundo

Inventário Ilustrado das Flores
de Virginie Aladjidi (texto) e Emmanuelle Tchoukriel (ilustrações)
Existem cerca de 230 000 espécies de plantas com flores no mundo. É nas florestas tropicais que encontramos a maior parte delas. Na Europa contam-se umas 12 000 espécies, das quais cerca de 5 000 podem ser observadas na Península Ibérica. As flores existem na Terra há cerca de 60 milhões de anos, bem antes dos humanos...

Do texto de apresentação
As páginas deste Inventário ilustrado das flores são um festival de cores - e de aromas sugeridos - que, através de 62 tipos de flores, nos levam de viagem por todo o mundo.

Com uma original classificação por cores para facilitar a sua localização, cada estampa desta obra engloba uma ou duas espécies de flores identificadas pelo seu nome comum e científico, altura e época de floração, a par de uma breve descrição e de alguns aspetos como a sua procedência, aplicações medicinais mas também culinárias, curiosidades ou alertas sobre o seu estado de conservação.
Outros títulos da mesma colecção da Faktoria K de Livros:

sábado, 8 de julho de 2017

Novidades Topseller: «Nem Um Som», «A Rapariga do Casaco Azul» e «O Olhar da Mente»

Nem Um Som
de Heather Gudenkauf

Um silêncio aterrador, uma leitura de cortar a respiração, da autora de Teia de Mentiras.

Para sobreviver ao perigo num mundo sem sons, todos os outros sentidos têm de estar em alerta máximo.
Após um trágico acidente, Amelia Winn perde a audição, entrando numa espiral de depressão que a leva a procurar conforto no álcool e a afastar-se de tudo o que de mais importante tem: o trabalho, o marido e, sobretudo, a enteada, que tanto ama.
Agora, passados dois anos, e com a ajuda do seu cão de assistência, Stitch, Amelia decide retomar a sua vida. Mas, quando o corpo de uma enfermeira sua amiga surge a flutuar num rio perto de casa, Amelia mergulha num mistério perturbador que ameaça destruir tudo outra vez.
À medida que as pistas começam a aparecer, o perigo volta a rondar a vida de Amelia. Quanto estará ela disposta a arriscar para trazer a verdade à superfície?

A Rapariga do Casaco Azul
de Monica Hesse

Um livro multipremiado de extraordinária beleza, que faz lembrar clássicos como A Rapariga Que Roubava Livros e O Rapaz do Pijama às Riscas

Uma história poderosa e envolvente.
Um olhar sobre a cidade de Anne Frank e sobre a força daqueles que, com pequenos gestos, lutaram contra o terror nazi.

O Olhar da Mente
Um Caso do Inspetor Van Veeteren
de Hakan Nesser

Por vezes, a verdade está mesmo à nossa frente.
Só a justiça é cega.

«O Olhar da Mente é um thriller psicológico sem igual. Este romance empolgante, de um dos principais autores suecos de policiais, podia ser o guião de um filme de Alfred Hitchcock.» The Sunday Times

Os livros que a LeYa publicará em julho

São várias e diversas as publicações que durante este mês de Julho o Grupo LeYa publicará. Literatura Lusófona, Literatura Estrangeira, Policiais e Thrillers, História e Política, Gestão, Psicologia, Culinária e livros mais o público infantil e juvenil.


Em seguida, uma lista com os títulos, os autores e as chancelas deste Grupo Editorial português que têm o selo em cada um dos livros:
Lamento de Uma América em Ruínas, de J.D. Vance (Dom Quixote)
O Ilustre Peito Lusitano, de Maria João Lehning (Oficina do Livro)
A Maravilha Imperfeita, de Andrea De Carlo (Dom Quixote)
O Castelo dos Destinos Cruzados, de Italo Calvino (Dom Quixote)
O Fator Humano, de Graham Greene (LeYa)
As Virgens Suicidas, de Jeffrey Eugenides (Dom Quixote)
O Último Amanhã, de Adam Croft (Lua de Papel)
A Seca, de Jane Harper (Asa)
Anatomia de uma Revolução, de António Barreto (Dom Quixote)
Império à Deriva, de Patrick Wilcken (Texto)
A Arte de Liderar, de Chinghua Tang (Lua de Papel)
Perry Mason e o Caso do Gato Distraído, de Erle Stanley Gardner (Asa)
Viver é (Di)fácil!, de Isabel Abecassis Empis (Oficina do Livro)
Desenrasca-te, de Renato Rocha e Tamara Alves (Oficina do Livro)
Uma Mulher em Fuga, de Lesley Pearse (Asa)
Outlander V - A Cruz de Fogo, de Diana Gabaldon (Casa das Letras)
Chef de Raiz, de Leonardo Pereira (Casa das Letras)
Odeio-te e Amo-te, de Sally Thorne (Asa)
Prata, Pratinha, Pratão!, de Sara Prata (Casa das Letras)
Os Cinco Herdeiros, de Elizabeth Adler (Quinta Essência)
A Química do Amor, de Emily Foster (Quinta Essência)
A Filha do Vigário, de Cheryl Holt (Quinta Essência)
Five Centuries of Portuguese Cuisine, de Guida Cândido (Dom Quixote)
Emoji - O Filme – Emojis para Todos, de R. J. Cregg / Sony Animation (Asa)
Emoji - O Filme – Só Tens de Ser Tu Próprio!, de Maggie Testa / Joey Chou (Asa)
Emoji - O Filme – Enciclopédia Emoji, de Cordelia Evans / Sony Animation (Asa)
Emoji - O Filme – Livro do Filme, de Tracey West / Sony Animation (Asa)
O Mistério do Gato Cómico, de Enid Blyton (Oficina do Livro)
Soy Luna - Unhas Artísticas, de Disney (Dom Quixote)
Dinotrux 3 - A União faz a Força, de DreamWorks Animation (Asa)
Dinotrux - Livro de Atividades, de DreamWorks Animation (Asa)
Hélia, a Enfermeira-chefe - Doutora Brinquedos 10, de Disney (Dom Quixote)
Como Salvei as Minhas Férias de Verão - Miles do Futuro 5, de Disney (Dom Quixote)
Lá de Cima, Cá de Baixo, de António Mota e Teresa Lima (Asa)
Informações sobres estes títulos em https://www.leyaonline.com/pt/

quinta-feira, 6 de julho de 2017

«Em Que Pensas Tu?», de Laurent Moreau

Data de publicação: 09/06/2017
N.º de páginas: 44
Um livro que estimula a imaginação, que passa a mensagem de que cada pessoa é única e pensa de modo diferente, é o que nos propõe o francês Laurent Moreau, ilustrador editorial e designer gráfico, que já publicou nove álbuns ilustrados, incluindo este Em Que Pensas Tu?, cuja primeira edição original a cargo das Edições Hélium foi dada à estampa em 2011.
Nas vinte páginas duplas, onde estão retratadas crianças, jovens, adultos e idosos, nos deparamos com sentimentos e pensamentos muito diferentes (uns positivos, outros menos) que cada um está tendo num determinado momento do seu dia.
Alegria, paixão, inveja, raiva e preocupação são algumas das sensações que a Maria, a Helena, a Laura, o Luciano, o António, o Nicolau e outros protagonistas desta história vivenciam. Mas estes sentimentos estão “camuflados” — e é este o pormenor que faz com que este livro seja incomum e especial: em cada página onde está o retrato que o autor desenhou de cada personagem e do seu sentimento/pensamento, existe uma aba interativa, onde o leitor consegue “entrar na mente” de cada um e visualizar o que cada um está a imaginar, enquanto pensa. Por exemplo: «a Maria está cheia de inveja» e descobrimos que no seu cérebro estão várias cobras a habitar, nesse instante.
Estimular a curiosidade através das várias surpresas escondidas nas páginas é a grande premissa deste álbum que demonstra de forma acutilante aos mais pequenos, que existe uma grande diversidade de pensamentos e emoções.
É de salientar em Em Que Pensas Tu? a intensidade das ilustrações que Laurent Moreau compôs: cores vivas, com destaque para as avermelhadas, pinceladas a guache e traços e padrões mais predominantes no espaço onde as abas ocultam o puzzle de emoções.
É, portanto, um álbum lúdico e interativo para leitores de todas as idades, do autor de Dias Felizes (Orpheu Negro, 2010) e Na Floresta das Máscaras (Rodopio de Letras, 2016).

domingo, 2 de julho de 2017

«Escrito na Água», de Paula Hawkins

Editora: Topseller
Data de publicação: 02/05/2017
N.º de páginas: 384
Depois do sucesso internacional que o seu livro de estreia obteve, Paula Hawkins regressa com uma nova história envolta em mistério e intriga. Mais um enredo fascinante e perturbador em igual intensidade.
Uma parte da narrativa de Escrito na Água decorre em 2015, em Beckford, numa pequena aldeia onde um rio a ladeia. O Verão desse ano fica marcado por duas mortes: a de Katie, uma jovem adolescente, e de Nel Abbott, uma fotógrafa de 41 anos que estava a escrever um livro sobre todas as mulheres que desde o século XVII foram encontradas mortas numa área específica do rio, denominada como o Poço das Afogadas.
O que têm em comum as mortes de Katie e Nel? Ambos os seus corpos foram encontrados a emergir no leito do rio. Estes suicídios ou homicídios são o epicentro da história que conta com duas mãos cheias de narradores: o nome de cada um abre os capítulos, uns falam na primeira pessoa, outros na terceira, outros capítulos são excertos do livro que Nel estava a escrever, e que, alguém ou algumas pessoas da aldeia, não queria/queriam que fosse publicado.
A quem é que Nel Abbott, uma mulher críptica, promíscua, detentora de uma maneira de ser que podia irritar as pessoas, andava a incomodar? Vários suspeitos são apontados estrategicamente por Paula Hawkins ao longo do tríler, fazendo com que o leitor desconfie de quase todos os personagens. A maioria tinha motivos, uns de longa data, outros recentes, para fazer calar esta mulher inconveniente, que andava obcecada com o rio e os seus segredos, que afirmava que «Beckford não é um local de suicídios. Beckford é um sítio onde se livram de mulheres problemáticas.»
Lena (a filha) não derramara uma lágrima quando soube da morte da mãe. Por que razão?
Jules (a irmã) não atendia os teus telefonemas nem respondia às suas mensagens, há vários anos. Que acontecimento grave fez dilacerar os laços que as uniam?
A família Wards, que vive de aparências e segredos há muito ocultos, é capaz de tudo para continuar inabalável perante a sociedade?
Será que os agentes destacados para investigar as mortes são idóneos ou escondem também uma ligação às vítimas?
Escrito na Água, igualmente sombrio e sofisticado, mas com um ritmo diferente de A Rapariga no Comboio, é uma história que se lê de forma célere, pois Paula Hawkins é mestra em elevar a fasquia da tensão, enquanto vai enganando o leitor paulatinamente, enquanto as páginas se vão virando. A escritora britânica que recentemente esteve em Lisboa, mais uma vez revela que gosta de mergulhar em histórias de pessoas como todos nós: que cometem erros, que traem, que mentem e que ocultam segredos. A sua noção fidedigna dos instintos humanos e do que os despoleta, está bem patente neste seu segundo tríler psicológico (Into The Water, tradução portuguesa a cargo de Miguel Martins), que actualmente é o livro que mais vende em Portugal.

Excertos
«Nunca me consigo lembrar do que preciso, mas as coisas que tanto queria esquecer estão sempre a ocorrer-me.» (p. 17)

«O rio pode revisitar o passado e trazê-lo à superfície e cuspi-lo nas margens para que toda a gente o veja, mas as pessoas não podem. As mulheres não podem.» (p. 99)

quinta-feira, 29 de junho de 2017

«Um Mundo de Pernas Para o Ar» marca a estreia de Elan Mastai no romance


Elan Mastai, guionista do filme Será Que?, comédia romântica com Daniel Radcliffe, Zoe Kazan e Adam Driver, estreia-se no romance com Um Mundo de Pernas Para o Ar, um dos títulos mais disputados do ano. Este livro cheio de humor e emoçãoé uma poderosa história de vida, de perdas e de amor.

Texto sinóptico
Estamos em 2016 e no mundo de Tom Barren a tecnologia solucionou os grandes problemas da humanidade: não há guerra, nem pobreza, nem abacates pouco maduros. Infelizmente, Tom não é um homem feliz. Perdeu a rapariga dos seus sonhos. E o que é que uma pessoa faz quando está de coração partido e depara com uma máquina do tempo? Faz uma estupidez. Agora Tom dá por si numa realidade paralela aterradora (que nós reconhecemos logo como sendo o nosso 2016) e só pensa em corrigir o erro e voltar para casa. Mas é então que descobre uma versão encantadora da sua família, da sua carreira e de uma mulher que pode muito bem ser a mulher da sua vida. Tem agora de enfrentar uma escolha impossível. Regressar para a sua vida perfeita, mas pouco emocionante, ou permanecer na nossa realidade, um mundo caótico, mas onde terá ao seu lado a sua alma gémea.
À procura da resposta, Tom é levado numa viagem pelo tempo e pelo espaço, tentando perceber quem é de facto e qual será o seu futuro.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Acaba de ser publicada obra sobre os apelidos portugueses

Carlos Bobone é um estudioso de longa data dos apelidos portugueses e autor de vários trabalhos de investigação nas áreas da História e da Genealogia. Nas Edições Dom Quixote acaba de sair Os Apelidos Portugueses - Um Panorama histórico, obra em que o autor, que também é alfarrabista e dono da Livraria Bizantina, «revela a ligação dos apelidos portugueses à emaranhada teia social e ideológica que sempre os envolveu.»

Texto sinóptico
O estudo dos apelidos é, antes de mais, matéria estreitamente ligada à história das famílias em geral e de cada família em particular. Saber como se formam e transmitem os apelidos, que importância se lhes atribuiu ao longo dos tempos, que esforços se fizeram para conservá-los ou para os manter fora do alcance de famílias estranhas a eles, é uma das primeiras preocupações de todo aquele que estuda a evolução da sociedade sob a perspectiva dos seus componentes elementares.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Duas novidades infanto-juvenis da autora Yasmeen Ismail

Dois livros de Yasmeen Ismail, uma das autoras com maior prestígio internacional, chegam a Portugal pela mão da Editora Booksmile.

Hora de Deitar Baltasar!, uma história perfeita para ler às crianças quando chega a hora de deitar, e Nada!, um livro que celebra a infância, a fantasia e a relação entre um avô e a sua neta, são um tributo à alegria e à imaginação. As personagens dos livros são únicas e as ilustrações têm um estilo e uma técnica muito próprias.

Biografia de Salvador Sobral esta 6.ª feira à venda

Salvador Sobral - Coração de herói é o título da biografia do primeiro cantor português a vencer o Festival da Eurovisão. Este livro escrito por Maria Milene Tavares tem o selo das Edições Contraponto.
Texto sinóptico
Um conto de fadas da vida real! Nada menos do que isso. A vitória de Salvador Sobral no festival da Eurovisão, em Kiev, foi uma vitória à revelia de tudo aquilo em que o evento se transformou nos últimos anos. Como nos contos de fadas em que só um rapaz de coração puro pode obter o tesouro ou salvar a princesa, aqui também foi a autenticidade a sobrepor-se às aparências. Sem truques ou correrias, sem espalhafato ou macacadas, Salvador chegou só com a força de uma melodia lindíssima e o poder de uma interpretação sentida. Foi o suficiente para toda a Europa (e o mundo) se render ao novo herói dos portugueses.

Salvador nunca se coibiu de dizer tudo o que pensa. Num estilo descontraído e desconcertante, surpreendeu tudo e todos. Com a sua personalidade genuína, a sua crença de que o que importa é a música e não o embrulho, expôs a superficialidade do mundo de estrelas instantâneas que desaparecem numa questão de meses. Salvador Sobral é um músico a sério que leva a música a sério. A vitória ocorreu num dia especial para os crentes católicos, o 13 de maio, mas Salvador não precisou de um milagre. Um milagre, e uma grande injustiça, teria sido se ele não ganhasse. Só que desta vez, no final, as lágrimas portuguesas foram todas de alegria.

«Ele é bom de mais.»
Caetano Veloso

«Quando somos muito bons, somos os melhores dos melhores. Parabéns ao Salvador Sobral.»
Marcelo Rebelo de Sousa

«O Salvador Sobral é oficialmente o gajo mais talentoso mas sobretudo o menos esquisito da Eurovisão.»
António Raminhos

«O Salvador Sobral é fantástico.»
José Cid

Intriga, crime e suspense em 3 novos livros que prometem esfriar os dias de Verão

Estou a Ver-te
de Clare Mackintosh
Texto de apresentação
Todas as manhãs, Zoe Walker faz o mesmo caminho para a estação de metro, espera no mesmo lugar da plataforma e escolhe o seu assento preferido na carruagem, sem nunca suspeitar que alguém a observa. Durante uma dessas viagens, enquanto lê o jornal local, Zoe vê a sua cara num dos anúncios: uma foto de má qualidade, um número de telefone e a morada de um website: FindTheOne.com (Encontra-a.com).

Nos dias seguintes, as fotografias de outras mulheres começam a aparecer no mesmo anúncio, e Zoe percebe que foram vítimas de crimes extremamente violentos, incluindo homicídio. Com a ajuda de uma polícia determinada, Zoe procura saber o que está por trás daquele anúncio perverso, uma descoberta que vai transformar a sua paranóia em pânico total. Alguém anda a seguir todos os seus passos. E Zoe tem a certeza de que alguém próximo de si a escolheu como próximo alvo.

Estou a Ver-te, da mesma autora de Deixei-te Ir, é um thriller obscuro, claustrofóbico e repleto de volte-faces.

A mulher do camarote 10
de Ruth Ware
Ruth Ware.
Se o nome lhe é familiar talvez isso se deva às muitas comparações a Agatha Christie ou então porque ainda tem presente o primeiro livro da autora publicado em Portugal, Numa Floresta Muito Escura. A autora está de volta às livrarias nacionais com A Mulher do Camarote 10, um thriller pleno de suspense e reviravoltas, à boa maneira da talentosa escritora britânica.
Texto de apresentação
Uma jornalista faz a cobertura da viagem inaugural de um cruzeiro de luxo. O que parecia uma grande oportunidade profissional revela-se um pesadelo quando ela testemunha um possível crime no camarote ao lado do seu. Porém, para sua surpresa, todos os passageiros continuam a bordo. Não falta ninguém e ninguém pode sair do navio…

As Bruxas
Intriga, traição e histeria em Salem
de Stacy Schiff
Texto de apresentação
O pânico começou no início de 1692, durante um inverno rigoroso como nenhum outro, em Massachusetts, quando a sobrinha de um pastor religioso começou subitamente a contorcer-se e a gritar. Começaram as acusações perniciosas, entre vizinhos, maridos e mulheres, pais e filhos. Tudo acabaria apenas um ano mais tarde, mas a histeria resultara já no enforcamento de 19 homens e mulheres. Os julgamentos de Salem são um dos momentos em que as mulheres tiveram um papel central na história norte-americana.

Com uma clareza devastadora e com base numa intensa pesquisa, Schiff mostra-nos as tensões da vida colonial sob o puritanismo e obscurantismo religioso e dos inimigos invisíveis e inventados. As Bruxas é a história, verídica e fascinante, de um mistério primordial da história americana, aqui revelado com uma extraordinária atenção ao detalhe e a prosa empolgante de uma historiadora bestseller, vencedora do Prémio Pulitzer e aclamada pelo público.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Dois novos títulos da icónica colecção 'Canja de Galinha para a Alma'

A Editora Albatroz acrescenta dois títulos a uma das mais icónicas colecções de desenvolvimento pessoal e espiritualidade, Canja de Galinha para a Alma.

Nestes dois livros podem ser encontradas 202 histórias de pessoas comuns com experiências extraordinárias que prometem ser uma fonte de inspiração para todos os que procuram alterar o rumo das suas vidas. Em Guiado por um Anjo são partilhadas histórias de quem já sentiu a presença de um anjo, deixou-se guiar e redescobriu assim a sua orientação espiritual. Mensagens do Céu retrata a relação entre o terreno e o divino, apresentando relatos de pessoas que após perderem aqueles que mais amam, continuam a sentir o seu espírito e os sinais da sua presença.

Estes dois títulos inspiradores vêm aumentar a oferta em português da colecção Canja de Galinha para a Alma, um fenómeno editorial que conta com mais de 250 títulos e já vendeu mais de 100 milhões de exemplares em todo o mundo.
De referir que em 2016 a Albatroz disponibilizou nas livrarias uma versão comemorativa do 20.º aniversário da primeira edição de Canja de Galinha para a Alma.

Sugestões Grupo LIDEL para uma utilização segura da Internet

O Grupo LIDEL, consciente da importância da prevenção de ataques informáticos para empresas e particulares, sugere três livros (à venda nas livrarias, na LIDEL e em www.fca.pt e www.pactor.pt) essenciais para um uso seguro online:
Segurança Prática em Sistemas e Redes com Linux
Uma obra que apresenta conceitos teóricos da segurança em sistemas e redes, a par com uma abordagem prática sobre mecanismos de defesa e ferramentas de segurança. Um valioso recurso para estudantes e docentes.


Segurança Contemporânea
Focado na pluralidade e multidisciplinaridade da segurança contemporânea, este livro vem preencher uma lacuna na informação das várias tendências que hoje versam sobre os Estudos de Segurança.


Segurança em Redes Informáticas (4.ª edição aumentada)
Um guia prático sobre vulnerabilidades exploradas em ataques informáticos e a forma como estas podem ser minimizadas. Uma ferramenta de auxílio essencial sobre medidas de proteção ativas e eficazes.

domingo, 25 de junho de 2017

Em «Mães Arrependidas» Orna Donath defende que o instinto maternal não existe

Chegou no dia 23 às livrarias portuguesas Mães Arrependidas, um livro indispensável para um debate de uma atualidade premente, a da maternidade. Fruto de uma investigação realizada pela socióloga israelita Orna Donath entre 2008 e 2013, a obra descreve vários caminhos percorridos por mulheres, de diferentes grupos sociais, que se arrependeram de ter sido mães.
Com vinte e três testemunhos de mães que desejam não o ter sido, a socióloga orienta os leitores pelos caminhos da maternidade, nomeadamente pelo que é ditado pela sociedade versus o que as mulheres vivenciam; pelas exigências e pelo que é esperado que as mães devem parecer, fazer e sentir; pelo arrependimento materno e pelo desejo de se desfazer o irreversível; pelas experiências destas mulheres e pela procura de identidade entre o silêncio e o discurso; e ainda pela investigação das mães por meio do arrependimento.

«Neste livro, descrevo os vários caminhos que estas mulheres percorreram até chegarem à maternidade, analiso os seus mundos intelecto-emocionais após o nascimento dos seus filhos, e conceptualizo os seus sentimentos e os conflitos dolorosos nas suas vidas fruto da discrepância entre o desejo de serem mães-de-ninguém e o facto de serem mães de filhos. Além disso, investiguei o modo como diferentes mulheres reconhecem e lidam com estes conflitos», afirma a autora na introdução do livro.

Referências na imprensa internacional:
«Donath põe sobre a mesa o debate de um tabu, uma realidade negada e em grande parte fruto da pressão social imposta às mulheres.» La Vanguardia

«Com o seu ensaio, Donath trouxe à luz do debate público o que até agora só se mencionava em conversas entre amigas ou em terapia.» Der Spiegel

«Com o seu estudo sobre mulheres que se arrependem de ter aceitado o papel de mãe, a socióloga Orna Donath atingiu um ninho de vespas formidável.» Die Welt

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Entrevista a Augusto Cury

É um dos autores de Língua Portuguesa mais lido de sempre. Os seus livros já venderam mais de 30 milhões de exemplares somente no Brasil e algumas das 48 obras que já publicou encontram-se traduzidas em dezenas de idiomas.
O conceituado psiquiatra, psicoterapeuta e investigador Augusto Cury esteve recentemente em Lisboa e no Porto onde ministrou duas palestras motivacionais sob o tema ‘Gestão da Emoção, como ter qualidade de vida na era da ansiedade.’
A sua passagem por Portugal terminou com a sua presença na Feira do Livro de Lisboa, onde os leitores lusos poderam conhecê-lo pessoalmente e levar para casa livros autografados, com destaque para O Homem Mais Inteligente da História, o título do seu livro mais recente publicado por cá pela Editora Pergaminho. Nesta entrevista exclusiva para o Silêncios que Falam, o cientista brasileiro revela a razão por que este romance é considerado por si como o mais importante da sua carreira.
Afirma que o seu grande ofício e paixão é a escrita e entre vários conselhos e advertências, diz-nos que «Devemos administrar nossos pensamentos para não nos tornarmos escravos deles».
Sobre como evitar a propagação do jogo Baleia Azul, Cury é peremptório a afirmar que «É necessário que os pais criem pontes com os filhos, jamais permitindo que estes se isolem em suas ilhas emocionais.»

Texto: Miguel Pestana | Fotos: DR

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Em que fase da sua vida, o fascínio pela mente humana foi despoletado?
Desde criança sempre quis ser médico e cientista, descobrir coisas que as pessoas não sabiam, desvendar mistérios, ir além. Mesmo sendo um péssimo aluno quando eu era criança, com notas baixas e desacreditado por todos, eu mudei essa realidade. Eu precisava me disciplinar para buscar os meus sonhos, por isso, estudava mais de 12 horas por dia para entrar para a faculdade de Medicina. Me formei em Medicina e me especializei em psiquiatria.
Depois de passar por um quadro depressivo, decidi investigar todas as peculiaridades da mente humana para entender toda a sua complexidade. Queria investigar o processo de construção dos pensamentos.
Queria expandir a ciência e humanizá-la, e por conta dos meus estudos acadêmicos, comecei a escrever. A cada descoberta, fazia meus registros, e por incrível que pareça, na adolescência não gostava de escrever, mas nesse momento eu adorara. Me descobri escritor, fazia anotações onde quer que estivesse. Depois que saí da capital e fui para o interior, passei a escrever mais de 20 horas por semana. E escrevo até hoje, é meu ofício e meu prazer. 

Há muitos anos que o Doutor Augusto Cury investiga o comportamento e mente humanos. Esse é um trabalho sem termo, suponho, dado a sua complexidade.
Sim, tem razão. Estudo essa teoria a cerca de 30 anos, dada a complexidade que envolve a mente humana. Quanto mais me debruço em estudos, mais descobertas eu faço. 

Qual a doença mental que actualmente mais prevalece no Brasil?
Posso dizer que essa doença não é privilégio apenas do Brasil, mas sim do mundo todo: a Síndrome do Pensamento Acelerado. Costumo dizer que essa enfermidade é o mal do século pois hoje atinge mais de 80% da população de todas as classes sociais. Uma das principais características da Síndrome é a velocidade exagerada dos pensamentos que está fazendo com que adultos, crianças e adolescentes fiquem esgotados mentalmente, de uma forma que nunca aconteceu antes
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Nesta era tecnológica, o excesso de informação e de estímulos é um dos grandes causadores de ansiedade?
Certamente. Esse mundo hiperconectado, quando todos estão o tempo todo recebendo estímulos através de tablets, computadores, videogames, smartphones, excesso de atividades, faz com que o número excessivo de informações deixem nossa mente sobrecarregada, cansada e contribui para o desenvolvimento de alguns tipos de ansiedade como: transtorno obsessivo compulsivo (TOC), a síndrome de burnout, síndrome do pânico, entre outras. Mas a ansiedade produzida pela SPA é mais abrangente, contínua e desenvolve diversas outras consequências como: mente inquieta ou agitada, insatisfação, cansaço físico exagerado, sofrimento por antecipação, impaciência (queremos tudo rápido), déficit de concentração e de memória, entre muitos outros. É muito triste ver que hoje as pessoas não conseguem ter um tempo consigo mesmo, se interiorizar.
O tratamento para curar essa síndrome é justamente esse. Buscar o seu Eu, ter uma relacionamento sério com ele, precisamos nos autoconhecer e aprender a gerenciar nossas emoções. Devemos administrar nossos pensamentos para não nos tornarmos escravos deles, evitar sofrer por antecipação. Só dessa forma seremos capazes de, primeiro construir uma relação saudável conosco, para depois construir relações saudáveis com todos a nossa volta.
Para umas pessoas, a ansiedade pode ser benéfica, no sentido em que é potencializadora de criatividade, de empreendedorismo. Noutras pessoas, a ansiedade necessita de ser controlada através de fármacos. Cada pessoa reaje de forma diferente à ansiedade?
Sim, a ansiedade é benéfica quando ela é algo motivador, em que impulsiona a pessoa para a ação transformadora em sua vida. Mas raramente ela é apenas isso. Ficar ansioso em qualquer situação é sofrer por antecipação por algo que ainda não aconteceu. É como se projetássemos a dor e o estresse antes dele chegar e, assim, ele só toma proporções maiores do que realmente tem de verdade. Isso é sofrer duas vezes. Um dos sintomas da ansiedade é pensar em excesso, outra coisa que não funciona, não é bom, afinal, não somos uma máquina de pensar. Pensar em excesso significa um cérebro abarrotado de informações, tantas que ele não consegue dar conta. Esse excesso é prejudicial para nossa saúde psíquica, pois quanto mais atividades temos, mais irritados e estressados ficamos, além de não ter tempo para refletir sobre os acontecimentos. Precisamos aprender a respeitar o limite de nossa mente para sermos pensadores, e não meros repetidores de informações.

Existe alguma diferença entre o stresse e a ansiedade? Ambos são necessários para a nossa sobrevivência se bem doseados?
Ambos são causados por esses excessos que comentei. O excesso de informações, de redes sociais, de preocupações, de baixa autoestima, de intolerância, bem, todo o excesso de todo esse lixo emocional causam tanto o estresse quanto a ansiedade e ambas são enfermidades que precisamos estar atentos e tratar. 

O estigma sobre a doença mental poderá ser quebrado como? Falando mais sobre o assunto nos media?
Precisamos sim falar mais sobre esse assunto na mídia, pois trata-de de algo muito sério, que envolve grande parte da população mundial. Por muito tempo esse assunto foi tabu, e é até compreensível que tenha sido. Falar de enfermidades na mente não é um assunto fácil. Mas hoje não é embaraço nenhum tratarmos desse assunto com a seriedade que ele merece, afinal, os dados não mentem e mostram como é necessário uma investigação cada mais aprofundada dos nossos hábitos e nosso cotidiano, pois sabemos que eles afetam nossa saúde psíquica.

As figuras públicas que pacedem de doença psíquica normalmente não falam sobre o assunto. Se elas assumissem, sem vergonha, os seus transtornos mentais seria um pequeno passo para desmistificar um pouco o tabu enraizado na sociedade?
Acredito que não só das figuras públicas, mas todas as pessoas que buscam melhorar de algum transtorno psíquico servem de exemplo para que todos tenham coragem de mudar suas vidas.

Que resposta endereça às pessoas que dizem que os psiquiatras são “médicos de loucos”?
Na verdade, somos médicos de todos os que sofrem de algum transtorno psíquico e essas pessoas não são loucas, elas simplesmente ficam à mercê de suas emoções porque não conseguem controlá-las. E isso, como vimos, de mais de 80% da população mundial.

Tem uma experiência de mais de 30 anos a lidar com pacientes com as mais diversas perturbações mentais. A Psiquiatria, enquanto especialidade da Medicina, evoluiu muito nas últimas três décadas?
Muito. A cada dia lidamos com novas pesquisas, novas descobertas. Os psiquiatras têm um universo vasto, e porque não dizer infinito, a ser explorado. Sempre vamos nos surpreender.

A Inteligência Multifocal é a base do seu primeiro livro, publicado em 1999. Qual a génese desta teoria que estimula cada pessoa a desenvolver a arte de pensar?
Eu iniciei os estudos na minha especialização, mas só publiquei o Inteligência Multifocal em 1999, que é um livro para acadêmicos. Eu sentia que todos deveriam ter acesso aos meus estudos, não só os acadêmicos, por isso, escrevi outro livros que contêm a teoria, mas de forma que as pessoas consigam entender o funcionamento da mente e colocar em prática os aprendizados.

O Doutor criou também o projeto Escola da Inteligência…
Eu sou o idealizador do programa, pois sempre sonhei em poder contribuir de alguma forma para o bem-estar das pessoas, e nada melhor do que começar logo cedo, desde a primeira infância. Por isso, surgiu a ideia do programa educacional para que as crianças aprendam a desenvolver as habilidades socioemocionais, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio.
O Homem Mais Inteligente da História, lançado em Novembro no Brasil e há cerca de dois meses em Portugal, foi considerado por si como o projecto mais importante da sua carreira. Qual a razão para este livro ser tão especial para si?
http://silenciosquefalam.blogspot.pt/2017/06/augusto-cury-em-o-homem-mais.htmlHá anos comecei um projeto, que confesso humildemente ser audacioso e inusitado. Apesar dos meus limites, resolvi estudar de forma detalhada a mente do personagem mais famoso da história sob critérios psicológicos, psiquiátricos, psicopedagógicos e sociológicos. A sua inteligência me intrigava, por tudo o que ele passou e por ser o grande representante de diversas religiões. O resultado dessa prolongada pesquisa, que levou mais de 15 anos, compõe esta obra, que se constituirá de vários volumes. Creio que, se não tivesse 30 anos de experiência como pesquisador e profissional de saúde mental – com mais de 20 mil atendimentos –, não teria condições de escrevê-la. Apesar disso, a fim de ter mais liberdade para expressar meu processo de produção de conhecimento, preferi escrever em forma de romance. 

O protagonista do romance, o psiquiatra Marco Polo, é o mesmo de A Saga de um Pensador. Considera este personagem o seu alter-ego?
O psiquiatra Marco Polo é um cientista respeitadíssimo, especialista no funcionamento da mente e autor do primeiro programa mundial de gestão da emoção. Ele é bem parecido comigo nesses aspectos, principalmente em sua curiosidade e inquietude diante das questões da humanidade.

O livro será adaptado ao cinema tal como O Vendedor de Sonhos, verdade?
Estamos estudando fazer uma série sobre ele mas ainda está em negociação. Assim que tiver mais novidades, comunicaremos à imprensa.

O seu livro Petrus Logus - O Guardião do Tempo foi publicado por cá no início deste mês de Junho. Esta obra direcionada maioritariamente para os mais jovens foi a sua primeira incursão no campo da literatura de fantasia. Que podem os leitores portugueses esperar desta sua obra narrada após uma Terceira Guerra Mundial?
Esse livro fala sobre a destruição dos recursos hídricos, da poluição, da terceira guerra mundial para adolescentes. Minha preocupação está no legado que deixaremos para os nossos filhos e os filhos dos nossos filhos. Por isso, quando escrevi essa história para os jovens, minha intenção era conscientizá-los das consequências de não cuidarmos do planeta. Tenho certeza que os jovens portugueses vão apreciar essa história.

No hiato que separa a publicação de Inteligência Multifocal (1999) e 20 Regras de Ouro Para Educar Filhos e Alunos (2017), escreveu outros 46 livros. Qual o seu segredo para tanta produtividade editorial?
Escrever é o meu ofício e minha paixão, e entre uma conferência e outra eu me dedico aos livros.

Lançou recentemente no Brasil uma campanha de combate ao jogo Baleia Azul. Na sua opinião, o que pode ser feito para travar este jogo perverso que tem vitimado vários jovens, inclusive em Portugal?
Os jovens mergulham nesses jogos pois lhes falta autoestima alta e autocontrole, além de outras habilidades socioemocionais. É necessário que os pais criem pontes com os filhos, jamais permitindo que estes se isolem em suas ilhas emocionais. Nós precisamos ensinar as nossas crianças a desenvolver uma autoestima elevada, uma autoimagem saudável, que aprendam a se enxergar e a se amar, valorizando-se.
É necessário e imprescindível prevenir. Não basta remediarmos. Nós chegamos a mais de 7 bilhões de habitantes porque a medicina preventiva foi a menina dos olhos de ouro das gerações anteriores e hoje nós precisamos usar a psicologia, a pedagogia e a filosofia, como a menina dos olhos de ouro na prevenção. Nós precisamos promover a saúde, e não só olhar para a doença.
É um dos escritores brasileiros que mais livros vende no seu país. Já ultrapassou os 30 milhões de exemplares. Como se sente na veste de um autor de sucesso?
Eu agradeço a todos os meus leitores, pois se os meus livros vendem tanto significa que de alguma forma ele me deixou entrar em sua vida, e melhor, o que escrevi o tocou de alguma forma. Os leitores são os grandes responsáveis por isso. Muito obrigada por vocês existirem.
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